Forró de plástico

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Brasil 247 – Forró de Plástico, lixo made in Nordeste

Chico César solta o verbo e abre caminho para a discussão sobre a indústria cultural das atuais bandas de forró do Nordeste – e sobre a influência do jabá no seu sucesso

27 de Abril de 2011 às 21:39

Fonte:

por Khalil Gibran

Estava eu na cidade de São Paulo, em 2005, quando surgiu, durante uma palestra sobre o mercado fonográfico com o querido Ronaldo Lemos, representante do Creative Commons no Brasil, em meio à exposição de exemplos bem sucedidos da música independente, uma explanação sobre o quão sofisticada era a maneira de trabalhar das bandas de forró do Nordeste. Começava aí um dos grandes equívocos da música brasileira.

Para iniciarmos este assunto, vale ressaltar que nem sei até que ponto podemos chamar de “forró” essas manifestações musicais. Uma vez que os elementos que caracterizaram o ritmo ao longo da nossa história, na maioria dessas produções, inexistem ou são totalmente coadjuvantes. É o caso da sanfona, do triângulo, do pandeiro, do zabumba e, principalmente, dos elementos culturais tão singulares da região Nordeste que permeavam com sintaxe ímpar as letras das canções.

Outra coisa que queria deixar bem clara é que não tenho nada contra nenhum tipo de produção musical. O que acho injusto é quando há a exclusão de uma grande maioria de bons artistas em detrimento de uma indústria, como é o caso que vou tentar esclarecer aqui.


Meus queridos leitores, a manifestação cultural do atual forró nordestino é uma falácia. Não existe essa manifestação. Existe uma indústria bem montada, que aprendeu direitinho a lição do jabá e do jogo de influência. Então, sugiro que tirem as crianças da sala para os casos que vou contar.

Um grande número de rádios comunitárias se instalaram no interior do Nordeste nos últimos anos. O problema é que de comunitárias muitas dessas rádios não têm nada. Uma vez que uma grande parcela foi concebida por políticos para seus fins eleitoreiros. Nestas, é comum a prática de escandalosos contratos com “bandas de forró” para garantir a execução das suas músicas. O mesmo acontece com as rádios oficiais que, não custa lembrar, funcionam com uma concessão pública. Essa prática também se estende às tvs locais de várias grandes cidades da região.

A outra parte da história pode parecer piada, mas Freud explica. Uma ação encabeçada pelos chamados “paus pequenos” – como são identificados pelos que os repudiam – divulga essas produções em grandes equipamentos de som, conhecidos popularmente como “paredões”. Nesse caso, as músicas, em geral, fazem apologia ao comportamento machista e ao consumo desmedido de álcool, tudo para combinar com a personalidade dos atores que tentam chamar a atenção das pessoas ligando seus sons no último volume, a qualquer hora, em qualquer lugar e dançando bêbados e imbecis na carroceria de suas pick-ups. Para “quem” e o “que” eles querem provar? Não me perguntem. Porém, agem como verdadeiros soldados do exército do mau gosto e da falta de respeito.

Diante de toda essa presença nos meios de comunicação existe para o restante do país uma falsa impressão de que tudo é um belíssimo movimento espontâneo cultural. Uma mentira. A indústria que existe em torno dessas bandas é bem articulada e excludente.

Recentemente, o secretário da cultura do Estado da Paraíba, o cantor e compositor Chico César, causou grande polêmica ao afirmar que o governo não contrataria as bandas de “forró de plástico” para tocar nas tradicionais festas juninas do estado. O secretário explicou em várias entrevistas que artistas locais da cultura paraibana já eram excluídos por essa mesma indústria o ano inteiro, lembrando que as rádios muitas vezes não cumpriam com seu papel social, mesmo tendo uma concessão pública. Afirmando ainda que essas bandas de forró já se beneficiam do próprio mercado, não necessitando de apoio governamental. Chico esclareceu ainda que nomes como Mestre Fuba, Vital Farias, Biliu de Campina e outros grandes artistas paraibanos, ficam totalmente fora de todas as programações. “A gente precisa trazer poder para esses artistas nas nossas festas, valorizá-los, e precisamos trazer poder também para os grupos de cultura popular”, afirmou o secretário, enfatizando que muitos desses músicos são tratados como se fossem “qualquer coisa” quando, na verdade, são gênios da nossa música.

Diante da polêmica, gerada obviamente por aqueles que têm interesses extremamente comerciais nos eventos paraibanos e nordestinos, vários artistas se manifestaram em favor de Chico César. Nomes como Alceu Valença, Arleno Farias, Chrystal e Zeca Baleiro declararam apoio pela internet ao artista e secretário.

Aqui no Ceará cresci vendo acontecer exatamente o mesmo processo. Artistas locais sendo sempre desvalorizados em detrimento de projetos forjados com jabás e mídias televisivas. Eventos como o famoso “Férias no Ceará” gastam uma quantidade exorbitante do dinheiro público com bandas que vêm do sudeste do país, enquanto os artistas cearenses são escalados para abrir seus shows, muitas vezes covers das mesmas bandas que tocarão depois deles.

Sendo eu um conhecedor não passivo de todo esse descaso e enquanto artista e produtor cultural brasileiro, resolvi, após falar com o próprio Chico, também declarar publicamente meu apoio ao cantor, compositor e secretário da cultura. Não se trata de protecionismo ou de preconceito, trata-se de responsabilidade cultural e compromisso com a memória, difusão e produção cultural brasileira.

https://i0.wp.com/api.ning.com/files/kc*uxbxm-Rb4cFrWdIGGmDboO*EU-ftp8e7s2FWWyYKFcUJrmaeMfHP6vEizHKnwcs8LgUoC0yunAvwajZvqyYyia3PV*e44/apoiochicocesar.jpg

Parabéns ao Estado da Paraíba. Nosso Brasil precisa de mais secretários da cultura com coragem de fazer o que tem que ser feito e, principalmente, de enfrentar as turbulências que essas transformações podem provocar.

Khalil Gibran é cantor e compositor

http://twitter.com/#!/khalilgoch

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“A famíla do verdadeiro Forró está morrendo e ele, por se tornar órfão, teve
que recorrer à prostituição para sobreviver”

(Geraldo da Rabeca – 2006 – Campina Grande-PB)


A ESTRUTURA DO “FORRÓ DE PLÁSTICO”

segunda-feira, 27 de junho de 2011


AVIÕES DO FORRÓ, NO TEMPO DO ENTRETENIMENTO DA MÍDIA GOLPISTA – Um dos grupos que dominam no mercadão do forró-brega.

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Enquanto os ideólogos do brega-popularesco – beneficiados por sua grande visibilidade – falam mil maravilhas sobre esses ritmos da música de gosto duvidoso, se achando no direito até de recusar qualquer discussão estética, há pessoas que não temem ser chamadas de “preconceituosas” e “invejosas” e dizem a verdade que está por trás do milionário mercado dos ritmos regionais popularescos.

Como neste texto do músico e blogueiro Dihelson Mendonça, que esclarece o esquema que está por trás do forró-brega, conhecido como “forró eletrônico”, “neo-forró” ou “oxente-music”, mas que não passa de um engodo que inclui pseudo-baiões cafajestes, isso quando não se limita a misturar disco music, country e ritmos caribenhos.

De forma oportuna, Dihelson chama o forró-brega de “forró de plástico”.

A ESTRUTURA DO SISTEMA


Por Dihelson Mendonça – Blog de Dihelson Mendonça

Ao contrário do que muitos pensam, o monopólio do forró de plástico na mídia não é um elemento passivo. Não caiu no gosto do povo por mero acaso. É fruto de uma estrutura cuidadosamente planejada nos anos 90 por um grupo de empresários visando o ganho de dinheiro fácil dos incautos pela exploração e pela massificação. O objetivo primordial deles é manter o forró de plástico ativo 24Hs no Rádio, impedindo outros estilos musicias e garantindo público nos eventos:

O sistema é formado basicamente por 3 elementos que trabalham de forma organizada e sincronizada:

01 – Proprietários de bandas de forró de plástico ( gravadoras ) – A coisa toda é feita visando a exploração da baixaria, da vulgaridade, do estímulo ao alcoolismo e da prostituição, com letras pobres que apelam para os instintos primitivos enquanto se investe no visual, tornando a música um fator secundário. Arte não existe. Abusa-se do mau-gosto, e garantem-se espaços nas estações de rádio com uma estrutura paga, via satélite. Como uma droga de efeito imediato e que não se mantém, é que nem mesmo aqueles que gostam desse estilo aguentam ouvir a mesma música por muito tempo. O sucesso é passageiro, como o efeito de qualquer outra droga. O lucro não é obtido na venda de CDs, que são vendidos nas lojas por um valor simbólico e são muitas vezes doados em esquinas como promoção para arrebanhar público para os shows. Usam as gravadoras apenas como elemento de produção, sendo que o lucro real vem da venda de ingressos nos shows. A tática é oposta ao modelo vigente nas grandes gravadoras do país, onde lança-se o artista para vender o produto. Aqui, a gravadora serve apenas para reforçar e amparar o sucesso. A música pode até ser gravada ao vivo, no próprio show, pois descobriu-se que o público alvo não tem intelecto suficiente para distinguir a qualidade da gravação. O objetivo é promover a participação do público, sobretudo gritando nomes de determinadas pessoas nos shows, que levarão os CDs para tocar para os amigos. Na maioria dos casos, uma mesma música é gravada por várias bandas ao mesmo tempo.

02 – Estações de Rádio – Em conluio $$$$$ com as bandas de forró de plástico para massificar a população, elas é quem preparam o GADO ( público ) para as vendas dos ingressos nos eventos garantindo a publicidade antecipada, a fim de levar a massa como gado ao matadouro ( shows ) como se fossem Zumbis. A música, segundo eles, não deve ser artigo para pensar. Pensar, Dói ! – Música seria como qualquer droga, como CRACK e COCAÍNA: Apenas para a diversão fugaz, de fácil apelo, e em associação ao movimento corporal e à sensualidade. O Rádio une-se às bandas de forró para divulgar somente o material fornecido pelos proprietários, minimizando ou vetando quaisquer outras formas musicais, garantindo assim o monopólio e a massificação e preparando o povo para o principal: a venda de ingressos em shows.

03 – Proprietários de Casas de Shows – Aqui é onde realmente desemboca o grande filão do dinheiro. Visando lucro fácil, entram na jogada, abrindo os espaços para o material que já foi divulgado e massificado por meses nas estações de Rádio e em acordo com as bandas de forró. Em época de eventos, as bandas que irão participar se intensificam nas estações de rádio, tocando principalmente as que participarão, e retirando as que não irão participar, tudo preparado cuidadosamente com meses de antecedência e garantindo a participação da massa, que estará preparada a tempo para o dia do shows. Todos lucram no negócio milionário.

RECLAMAR ADIANTA ?

01 – Desde que o forró de plástico ( como é conhecido atualmente o chamado “forró putaria”, desde a intervenção do músico Chico Cesar ) nossa tática de reclamar não tem sequer arranhado a estrutura dos organizadores de eventos, e muito menos sensibilizado qualquer dos 3 pilares do cartel da mídia, que estão agarrados ao OSSO, mas estas reclamações, por outro lado, tem feito surgir muitas bocas indignadas no seio da sociedade ( inclusive crônicas famosas, como a do Ariano Suassuna ). As inúmeras reclamações trouxeram de volta pessoas que gostam da boa música e estavam esquecidas, impotentes frente ao descaso, e foi por essas reclamações que descobrimos outros que pensam iguais a nós, que estão vendo a arte e a cultura irem para o ralo. Portanto, reclamar é bom, sempre foi bom e sempre será uma grande arma nesse movimento.

02 – A nossa estratégia de começar a ganhar os meios de comunicação tem dado certo. Diversos artistas do nordeste, e principalmente do interior do Ceará, além de formadores de opinião se reuniram e foram às estações de rádio tocar aquilo que já não mais se ouvia. Apesar do curto espaço de tempo, estamos reunindo, congregando as pessoas que gostam de outros estilos musicais, e posso dizer pelo que vejo e tenho ouvido, que a quantidade de pessoas que gostam de boa música é maior do que os que gostam de porcaria, só que eles não se manifestam tanto quanto aqueles. Os shows dos bons artistas estão gradualmente retornando, e tem tido casa lotada, prova do retorno da boa música e do funcionamento do Marketing.

03 – Mesmo em Fortaleza, o reduto do Forró de Plástico, é unanimidade que lá esse forró decadente já diminuiu e alguns apostam até que está morrendo. Ainda bem!

O Plágio descarado do Forró usando músicas internacionais  

27 de abril de 2011, às 14:30:38 h »

Plágio Descarado!

Sabe aquela música que você escutou em algum lugar, e que tem a leve impressão de já ter escutando antes?  Pode procurar que com certeza deve ser alguma música internacional, acompanhe:

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Já escutei essa história de um maranhense e um paraense, foi quando concluí que se trata de uma lenda urbana, mas com teor verdadeiro:

Uma menina fala no auge de sua admiração:
– Eita, tem uma banda que gravou “calcinha preta” em inglês !!!

Bem, há uma enorme falta de inspiração e com a descarada intenção de pegar carona no sucesso alheiro, diversas bandas de “Forró”, (que na minha visão não é forró,  apenas uma embalagem diferente para as putrefações em forma de áudio que existem hoje em vários ritmos), insistem em parodiar, digamos assim várias músicas boas.

Mencionando o assunto em aula, uma aluna minha fez a coletânea dessas “músicas”, a qual publico agora com as diferentes versões.

 

Adendo Cezine: ————————-

Perceba que todos os plágios são de estilos músicais que “normalmente” os forrozeiros não “conseguem” ouvir, os maiores roubos são feitos no Rock. Um caso recente mostra que isso acontece direto (Integrantes do Angra acusam Parangolé de plagiar sua música#Parangolixo). O Artista(??) se aproveita da “Alienação” desses “fãs” e acham que plagiando nunca serão descobertos (Pois os fãs não ouvem o estilo plagiado e muito menos se interessam em aprender inglês). Disso também se aproveitam religiões, a Igreja Universal plagiou a Xuxa, e a mesma diz que ela é Satanista, ou seja, Fala para os Seguidores não ouvirem e os Pastores ouvem?. Estes com certeza não conhece o potencial da internet, acha que as pessoas não sabem usar o Google,  esses ouvintes que idolatra esses cabeças-ocas que não tem capacidade nem de criar suas próprias melodias acabam sendo visto como pessoas fáceis de enganar.

E são enganados constantemente, existe vários músicos roqueiros em essência que tocam em grupos de outros estilos musicais simplesmente por dinheiro. Porém estes mesmos músicos não digerem essse ritmos em sua vida pessoal.

Uns chamam eles de “traidores do movimento”, outros vêem como mais uma profissão normal de um trabalhador que tem suas contas para pagar, bocas para alimentar.

O fato é que Plágio é crime e pode levar a processos que custarão os olhos da cara, além de ficar rotulado como “Artista não criativo” e “Ladrão”, o que pode decretar sua falência no mundo musical.

(…) Ora, se você quiser se divertirInvente suas próprias canções (Marcianos Invadem a Terra – Legião Urbana)

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Teve músicas ‘estragadas’ de algumas bandas ‘vagabundas’ que não tinha clipe por isso não estão na lista.

PS: Essa Matéria expressa uma vontade antiga do Consciência Explosiva de gerar uma lista comparando esses plágios absurdos (Para esfregar na cara do seu amigo Forrozeiro que se acha original :D ), mas como (ao contrário do que os Titãs dizem) “As idéias estão no ar”, Fernando Ebrahim, professor de informática do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), Campus de Palmas-TO e sua aluna Edivânia Dias (Que coletou a maioria desses links e enviou por email para o Fernando) já fizeram isso, o Cezine só tem a agradece por essa colaboração e essa Consciência Compartilhada, Obrigado :) .

 

ESTRAGA MÚSICA INTERNACIONAL (VERSÃO FORRÓ)

Piores:
Desejo de Menina – Vida Vazia - http://www.youtube.com/watch?v=4pq8vL2931o
Versão de Long Night – The Corrs - http://www.youtube.com/watch?v=J5xa2bnhv3s

 

Desejo de Menina – Amor Imortal - http://www.youtube.com/watch?v=61cyAwSuZRc
Versão de Are you the One – Scorpions –http://www.youtube.com/watch?v=SOEhkZsTMSo

 

Veja outras versões:

Desejo de Menina – Amor Infinito - http://www.youtube.com/watch?v=19zyly6BGs8

Versão de Under The Same Sun – Scorpions –http://www.youtube.com/watch?v=MwyXnft6ZVk

 

Desejo de Menina – Me Chame Meu Bem –http://www.youtube.com/watch?v=EqijfYlQD8g
Versão de Bad Day – Daniel Powter - http://www.youtube.com/watch?v=gH476CxJxfg

 

Desejo de Menina – Sua Casa - http://www.youtube.com/watch?v=p4Zcox0WTC4
Versão de Your House – Alanis Morissette –http://www.youtube.com/watch?v=rTJStDCyFAM

 

Desejo de Menina – Minha alma gêmea é você –http://www.youtube.com/watch?v=fUOwmfH_-JQ
Versão de Angel – Robbie Williams - http://www.youtube.com/watch?v=73KIIOBCfK0

 

Desejo de Menina – Nossa Música - http://www.youtube.com/watch?v=osYxs0sI0I0
Versão de Unbreak My Heart – Toni Braxton –http://www.youtube.com/watch?v=tEnitdvaP9Q

 

Desejo de Menina – Você de Volta - http://www.youtube.com/watch?v=hAqJa_PppS8
Versão de Good Is Good – Sheryl Crow –http://www.youtube.com/watch?v=37__tQesKm8

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Piores:
Calcinha Preta – Como Fui Me Apaixonar –http://www.youtube.com/watch?v=TYKrf51Xq8M
Versão de Halo – Beyonce - http://www.youtube.com/watch?v=gcMmRL6_r24

 

Calcinha Preta – Paparazzi - http://www.youtube.com/watch?v=Saez9YGXf8k
Versão de Paparazzi – Lady Gaga - http://www.youtube.com/watch?v=zJRCLyKjWGg&feature=related

 

Calcinha Preta - Fique Amo - http://www.youtube.com/watch?v=AxFHBITkKDg

Versão de The Unforgettable Fire (U2) - http://www.youtube.com/watch?v=TCqGHj9qpws

 

Veja outras versões:

Calcinha Preta – O Navio e o Mar - http://www.youtube.com/watch?v=nhMv8_OJyIU
Versão de Send Me An Angel – Scorpions –http://www.youtube.com/watch?v=1UUYjd2rjsE

 

Calcinha Preta – Hoje a Noite - http://www.youtube.com/watch?v=oDEJn6Q0nTk
Versão de Alone – Heart - http://www.youtube.com/watch?v=jxfdDrKO8uM

 

Calcinha Preta – Não Vale A Pena - http://www.youtube.com/watch?v=p5RqkmIBf4E
Versão de Linger – The Cranberries –http://www.youtube.com/watch?v=G6Kspj3OO0s

 

Calcinha Preta – Fique No Meu Coração –http://www.youtube.com/watch?v=zdkCKxJpNDI
Versão de Here In My Heart – Scorpions –http://www.youtube.com/watch?v=ON0qKJVlLZM

 

Calcinha Preta – Eu me Apaixonei - http://www.youtube.com/watch?v=453aY8d8944
Versão de November Rain – Guns N’ Roses –http://www.youtube.com/watch?v=8SbUC-UaAxE

 

Calcinha Preta – É Seu Amor que eu Quero –http://www.youtube.com/watch?v=G0BD5eN9yi4
Versão de I Wanna Know What Love Is – Foreigner –http://www.youtube.com/watch?v=loWXMtjUZWM

 

Calcinha Preta – Me Liga - http://www.youtube.com/watch?v=wt6uUXCFd7k
Versão de Ode To My Family – The Cranberries –http://www.youtube.com/watch?v=E5IFKRMm6bQ

 

Calcinha Preta – Por Que Tocou Meu Coração? –http://www.youtube.com/watch?v=5Ml2u5dlHZw
Versão de Because I’m A Girl – Kiss –http://www.youtube.com/watch?v=NhWtzw-AelQ

 

Calcinha Preta – Não Tenho Nada - http://www.youtube.com/watch?v=1RhDP7-Xiy4
Versão de All Through the Night – Cyndi Lauper –http://www.youtube.com/watch?v=yW8qxUitG-Q

 

Calcinha Preta – Sem Explicação - http://www.youtube.com/watch?v=clLhXlacNgQ
Versão de I Will Be – Avril Lavigne - http://www.youtube.com/watch?v=EchTxGYqLS8

 

Calcinha Preta – Quem Sabe Um Dia –http://vagalume.uol.com.br/calcinha-preta/quem-sabe-um-dia.html
Versão de Angel – Jon Secada - http://www.youtube.com/watch?v=ExIpOvTtCVY

 

Calcinha Preta – Louca por ti - http://www.youtube.com/watch?v=s3wJ010M9ec
Versão de Dust In the Wind – Kansas –http://www.youtube.com/watch?v=1qxSwJC3Ly0

 

Calcinha Preta – Já Me Acostumei - http://www.youtube.com/watch?v=5TfPojwyKZw&feature=related
Versão de Same Mistake – James Blunt –http://www.youtube.com/watch?v=b3c32wBYdU0

 

Calcinha Preta – Seu amor é bom / Um novo amor –http://www.youtube.com/watch?v=I1RTorFhEvA
Versão de You’re Still The One – Shania Twain –http://www.youtube.com/watch?v=KNZH-emehxA

 

Calcinha Preta – Sou seu amor / Eu te amo –http://www.youtube.com/watch?v=fsAK1zVZmsg
Versão de I’ll Stand by you – The Pretenders –http://www.youtube.com/watch?v=EY0_oVV29PM
e de From This Moment On – Shania Twain –http://www.youtube.com/watch?v=a-Lp2uC_1lg

 

Calcinha Preta – Agora estou sofrendo –http://www.youtube.com/watch?v=RDx57X78xoo
Versão de Bleeding heart – Angra - http://www.youtube.com/watch?v=SDXkNmFuvzc

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Piores:

Stefhany – Blush Blush - http://www.youtube.com/watch?v=EqnAyxXMuZ0&feature=related
Versão de Hush Hush – The Pussycat Dolls –http://www.youtube.com/watch?v=3BBsF7VIQyo

 

Stefhany – Amor Meu - http://www.youtube.com/watch?v=IlHnlj8wsz4
Versão de Don’t Leave Home – Dido –http://www.youtube.com/watch?v=tREwKc6IssY

 

Veja outras versões:

Stefhany – Eu Sou Stefhany - http://www.youtube.com/watch?v=jTxrbVadNQE
Versão de A Thousand Miles – Vanessa Carlton –http://www.youtube.com/watch?v=Cwkej79U3ek

 

Stefhany – Me Enganou - http://www.youtube.com/watch?v=6qDliYafvp4
Versão de Breakaway – Kelly Clarkson –http://www.youtube.com/watch?v=ZLUmlyuXonk

 

Stefhany – Agora Vai Mudar - http://www.youtube.com/watch?v=tHuSETSzIlk
Versão de Don’t Tell Me – Avril Lavigne –http://www.youtube.com/watch?v=QMiHER6T284

 

Stefhany – Jurei Jamais Amar - http://www.youtube.com/watch?v=or8VZN4LfRg
Versão de Say It Right – Nelly Furtado –http://www.youtube.com/watch?v=6JnGBs88sL0

 

Stefhany – Meu Mundo Desabou - http://www.youtube.com/watch?v=H49FIHx8XRg&feature=related
Versão de Behind These Hazel Eyes – Kelly Clarkson –http://www.youtube.com/watch?v=svxP2LjBg_4

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Aviões do Forró – Bla Bla Bla - http://www.youtube.com/watch?v=zy4PvvSa9uM
Versão de Torn – Natalie Imbruglia - http://www.youtube.com/watch?v=dEUrw3b85r4

 

Aviões do Forró – Vai me Perder - http://www.youtube.com/watch?v=0CLAEoknqEw
Versão de Umbrella – Rihanna ft. Jay-Z  –http://www.youtube.com/watch?v=CvBfHwUxHIk

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Veja outras versões:

Aviões do Forró – Tô bem - http://www.youtube.com/watch?v=BemT_2YLinc
Versão de Just Dance – Lady Gaga ft. Colby O’Donis –http://www.youtube.com/watch?v=2Abk1jAONjw

 

Aviões do Forró O Destino nos Separou –http://www.youtube.com/watch?v=yp4e9FOZhoc
Versão de Big Girls Don’t Cry – Fergie –http://www.youtube.com/watch?v=agrXgrAgQ0U

 

Avioes do Forró – Vacilou, Agora Chora –http://www.youtube.com/watch?v=hfwfst6VqXs
Versão de I Hate This Part – The Pussycat Dolls –http://www.youtube.com/watch?v=EBsNxj-GyAo

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Pior:
Gatinha Manhosa – Isso é Imortal - http://www.youtube.com/watch?v=hw354lrpG60&feature=related
Versão de Born To Try – Delta Goodrem –http://www.youtube.com/watch?v=nA-plUPT7wM

 

Veja outras versões:

Gatinha Manhosa && Forró Anjo Azul – Meu Anjo Azul –http://www.youtube.com/watch?v=A6yllh0JR-s
Versão de Because Of You – Kelly Clarkson –http://www.youtube.com/watch?v=z3D8J1rjGLg

 

Gatinha Manhosa – Onde Está Esse Amor –http://www.youtube.com/watch?v=h8X_ooG_aRg
Versão de Save me now – Andru Donalds –http://www.youtube.com/watch?v=oQYk4nh9p7s

 

Gatinha Manhosa – Sou ou Não Sou –http://www.youtube.com/watch?v=qwyPYDrAElY
Versão de Anyone – Roxette - http://www.youtube.com/watch?v=Rw2LgJxwZHI

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Pior:
Forrozão Tropykália – Sempre vou Te Esperar –http://www.youtube.com/watch?v=-rjtOA8RoBA
Versão de Milk And Toast And Honey – Roxette –http://www.youtube.com/watch?v=nxWyAtA7-OY

 

Veja outras versões:

Forrozão Tropykália – Aonde Está Você –http://www.youtube.com/watch?v=SRteaNRWQx4
Versão de Una Storia Importante – Eros Ramazzotti –http://www.youtube.com/watch?v=Fw6W_DjYvvc

 

Forrozão Tropykália – Planeta de Cores –http://www.youtube.com/watch?v=4Pz48gQjes8&feature=related
Versão de Ascolta Il Tuo Cuore – Laura Pausini –http://www.youtube.com/watch?v=mqDJfzIIGRI

 

Forró Tropykália – Vem dançar Comigo –http://www.youtube.com/watch?v=gKx-QTsNvfo
Versão de La Isla Bonita – Madonna –http://www.youtube.com/watch?v=qqIIW7nxBgc

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 Pior:
Moleca 100 Vergonha – Não sou feliz mais –http://www.youtube.com/watch?v=lyJl9Ytjhjc&feature=related
Versão de It Must Have Been Love – Roxette –http://www.youtube.com/watch?v=BDLxzDVYKgE

 

Veja outras versões:
Moleca 100 Vergonha – Prova de Amor –http://www.youtube.com/watch?v=TUdQ11_zwqs
Versão de Bryan Adams(Everything I Do) I Do It For You –http://www.youtube.com/watch?v=ZGoWtY_h4xo

 

Moleca 100 Vergonha – Esse Amor Não Vai Ter Fim – (Sem vídeos para esta música)
Versão de I Want It That Way – Backstreet Boys –http://www.youtube.com/watch?v=5DwkMDMUgg8

 

Moleca 100 Vergonha – Tão Carente –http://www.youtube.com/watch?v=skaqvNKoZ6o
Versão de Too Little Too Late – Jojo –http://www.youtube.com/watch?v=s8LIRtPnuA8&feature=fvst

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Pior:
Limão com Mel – Minha Vida sem Você –http://www.youtube.com/watch?v=esh5Z7opgak
versão de  Do I Have To Say The Words? – Bryan Adams –http://www.youtube.com/watch?v=otgnuwR6w8o

 

Veja outras versões:
Limão com Mel – Um sonho de amor –http://www.youtube.com/watch?v=FpCzs8pRNI8
versão de The Boxer – Paul Simon - http://www.youtube.com/watch?v=B4TLYNDvaF4

 

Limão com Mel – Pra Sempre - http://www.youtube.com/watch?v=1HIXe6NuXoQ
versão de Lost In Love – Air Supply –http://www.youtube.com/watch?v=69_F90K34lc

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Pior:
Banda DejaVú – Pirei - http://www.youtube.com/watch?v=f616bYCgKjk&feature=related

Versão de Beat It – Michael Jackson –http://www.youtube.com/watch?v=p3jCPtxOkGo&feature=channel

 

Veja outras versões:
Banda DejaVú – Oh Meu Amor - http://www.youtube.com/watch?v=BxVjrYs4NEo
Versão de I’m Not A Girl, Not Yet A Woman – Britney Spears –http://www.youtube.com/watch?v=RAfG3iKZAGA

 

Banda DejaVú – Te Quero Amor - http://www.youtube.com/watch?v=6UUH-9lwMH0
Versão de Halo – Beyonce - http://www.youtube.com/watch?v=gcMmRL6_r24

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Pior:

Noda de Caju – Meu mundo sem Você –http://www.youtube.com/watch?v=QTLurUdzVVo
Versão de My Immortal – Evanescence –http://www.youtube.com/watch?v=MAdUqygVl8Q

 

Veja outras versões:
Noda de Caju – Petalas Neon - http://www.youtube.com/watch?v=nCUzbE9PlbQ
Versão de Hero – Mariah Carey - http://www.youtube.com/watch?v=vByOKe0Uk2w

 

Noda de Caju – A Rainha e o Rei - http://www.youtube.com/watch?v=y7vzK9WaqWQ
Versão de There You’ll Be – Faith Hill –http://www.youtube.com/watch?v=zhpFwpu0mGw

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Pior:

Banda Libanos – Quero Ser Feliz - http://www.youtube.com/watch?v=aC24UgNd8i8
Versão de What About Love – Heart –http://www.youtube.com/watch?v=YBqU8FOE0uk

 

Veja outra versão:
Banda Libanos – Sem Você não faz Sentido –http://www.youtube.com/watch?v=b8spwj6hCew
Versão de Better In Time – Leona Lewis –http://www.youtube.com/watch?v=8zlt57Q7ZVU

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Pior:

Forró Chapolândia – Oops…Não te Quero Mais  –http://www.youtube.com/watch?v=U5qFYqEECBc
Versão de Oops!…I Did It Again – Britney Spears –http://www.youtube.com/watch?v=60uhiPqb2_U

 Veja outra versão:
Forró Chapolândia – Quando se Foi –http://www.youtube.com/watch?v=QQBy42uYgdA&feature=related
Versão de When You’re Gone -   Avril Lavigne –http://www.youtube.com/watch?v=_R95CkWaLNo

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Pior:

Forro Beijo de Mel – Tô Sempre OK –http://www.youtube.com/watch?v=yzbP5VLwcpk
Versão de Say Ok – Vanessa Hudgens –http://www.youtube.com/watch?v=D0sbmx7PupM

 

Veja outras versões:
Forró Beijo de Mel – Não Importa - http://www.youtube.com/watch?v=C2piwOmv7Hc
Versão de Midnight Bottle – Colbie Caillat –http://www.youtube.com/watch?v=A10of6CYOLM

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Forró Anjo Azul – Como A Lua E O Sol –http://www.youtube.com/watch?v=KSiUcR_c7UU&feature=related

Versão de Carry You Home – James Blunt –http://www.youtube.com/watch?v=2IFF9yu5i3k

 

Forró Real – Se Não Quer Me amar, Sofra –http://www.youtube.com/watch?v=vj4g5W96ym8
Versão de Russian Roulette – Rihanna –http://www.youtube.com/watch?v=ZQ2nCGawrSY

 

Forró na Veia – Dona do Prazer - http://www.youtube.com/watch?v=DPph3uB2eBM
Versão de Toxic – Britney Spears - http://www.youtube.com/watch?v=s9kVZ1Zperc

 

Mulheres Perdidas – Por Que Te Amo? –http://www.youtube.com/watch?v=z_uJUHBZfeA
Versão de Pride (In the Name of Love) – U2 –http://www.youtube.com/watch?v=ZdpwvVBXdfQ

 

Forró do Muído – Sorte - http://www.youtube.com/watch?v=Klbk37F8A_w
Versão de Lucky – Jason Mraz & Colbie Caillat –http://www.youtube.com/watch?v=acvIVA9-FMQ

* Desculpe-nos se algum link não estiver funcionando, não tivemos tempo pra verificar todos.


Repercussão no No Ceará – o berço do Forró eletrônico

No Ceará, onde as festas juninas também geram expectativa no público, o assunto despertou polêmica. “Eu queria saber se ele sabe o que é plástico?”, rebateu o cantor e compositor Dorgival Dantas. Incomodado com as palavras de Chico César, ele preferiu sair em defesa dos artistas. “Inventaram esses apelidos de forró pé-de-serra, forró autêntico. Se não quer convidar uma pessoa para tocar, chama ela de lado e diga que não vai chamar. Pode ter certeza que os músicos que mais sofrem são os que aprenderam a tocar simples. Você conhece alguém que tenha tocado mais simples que Luiz Gonzaga?”, questiona ele, que taxou a atitude do paraibano de “safadeza, falta de atitude, covardia e besteira”.

O que é o Forró de Plástico

Já o presidente da Associação Cearense do Forró e proprietário da casa de shows Kukukaya, Walter Medeiros, discorda. “Não é papel do Estado financiar a desconstrução da cultura popular. E o maior financiador destas bandas de plástico é o Governo do Estado do Ceará”. Para ele, o Estado “desconstrói o que tenta construir” quando contrata “bandas que incentivam o machismo, a bebedeira e a prostituição infantil. “Eles inauguram espaços públicos com uma banda que chama as meninas de rapariga. Não entendo porque, até hoje, o movimento de mulheres não se manifestou”.

Waldonys segue nesta linha. “Eu acho que ele (Chico César) está cobertíssimo de razão. As pessoas que fazem música mais voltada para a cultura são sempre colocadas mais de lado”. Embora afirme que já adquiriu um respeito do público, o músico lamenta o pouco cuidado que existe por parte do poder público à cultura local. “O Férias no Ceará é um projeto maravilhoso que traz muita gente boa, mas deveria também dar mais notoriedade ao pessoal daqui, fazer um negócio mais eclético. Até porque as pessoas de fora querem ver a produção local. Tem muita gente boa aqui e as pessoas não conseguem enxergar. Mas, dizem que santo de casa não obra milagre”. Para ele, inclusive, a falta de espaço acaba por inibir novos talentos. “É uma coisa de mercado fechado. Tem uma coisa muito suja e eu fico assistindo de camarote porque já tenho um respeito. Mas, para as pessoas que estão começando, é muito mais difícil e não partir para o comercialzão”, diz.

O depravo no Forró de Plástico e o autêntico São João

Por Antognoni Misael

É perceptível que o forró autêntico a cada dia perde espaço para o plástico forró. Este último, despontado em meados da década de 90 pelas antigas bandas cearenses ligadas a rede Somzoom Sat: Mastruz Com Leite, Cavalo de Pau, Calango Aceso, dentre tantas, tiveram o bom senso de romantizar o forró sem baixar o nível, ao contrário do que ocorre hoje com o forró do momento… E que forró hein!


Diante de um ataque atômico de bandas de nomes não pouco sugestivos como: Calcinha Preta, Garota Safada, Forró da Xeta, Aviões do Forró, Forró Pegado, Pegada Sacana, Forró da Burguesinha, Forró do Muído, Garota 100 Vergonha, Desejo de Menina, etc., dá pra notar em que nível a sociedade desceu. E quando digo “desceu”, não falo da classe menos esclarecida não! Falo de gente de todos os tipos: de analfabetos a universitários, de garis a médicos – nessas horas quando a lata bate a farinha se mistura numa só!
Pra melhor discorrer sobre o tema trago um trecho de uma das canções que mais toca nas rádios e festas daqui no Nordeste atualmente (e por que não dizer no Brasil):

Casa das Prima / Casa Dos Machos

Garota Safada

“Hoje eu durmo lá em cima
Na casa das prima, na casa das prima
Wisk do bom…”
“Hoje eu durmo bem do lado
Na casa dos macho, na casa dos macho
Um por cima, e outro por baixo”
Deixei as coisas dele no portão
Não sei se ele passou para pegar
Até que durou muito tempo
É que eu sô assim mesmo, sô assim mesmo
Se o cara se acha viro no veneno
Isso me irrita, isso me irrita
Saio pra balada com as minhas amigas
É que eu sô assim mesmo, sô assim mesmo
Isso me irrita, isso me irrita
Fico na balada tomando birita
“Hoje eu durmo bem do lado
Na casa dos macho, na casa dos macho
Um por cima, e outro por baixo”
Bebo de tudo faço um regasso
Na casa dos macho, na casa dos macho
Não quero nenhum boy pra encher meu saco
Na casa dos macho, na casa dos macho
Não sei se alguém que recebeu educação familiar considerável, ou que desempenha perfeitamente sua faculdade mental consegue conceber e consumir um esterco sonoro desses? Efetivamente, ao que concluo, a questão não tem muito haver som senso crítico, mas com ausência se senso, escravidão, incapacidade, inércia. E o que me causa náuseas de vergonha é notar que como paraibano e nordestino, percebo que a grande maioria do público, de todas as classes sociais, compactua com o lixo cultural desta região. É sério! Basta um tal de Wesley Safadão, ou a Solange “do aviões” pousar por aqui que é casa cheia na certa! Lamentável do mesmo modo é notar que canções como esta transformam o São João em um palco de pseudo identidade cultural. 

Sinceramente tenho nojo desses grupos de forró e repudio por completo seus discursos. Imagino o mal que causam a sociedade, imagino o que desconstroem ante os ensinamentos dos pais, da religião e da escola, imagino o que plantam diariamente no consciente e inconsciente das crianças, das lares e do(a)s jovens fisgados pela “casa das prima” e pela “casa dos macho”. Ao que parece, a juventude e a família para eles é uma privada, ou estou errado? Cantar traição, prostituição, infidelidade, alcoolismo, sexo é tão natural quanto cantar atirei o pau no gato; e eu até entendo, pois em grau relevante, tais “artistas” tão inspirados em depravações devem viver isso de fato em seus cotidianos – penso seriamente nessa possibilidade. Não consigo entender como a fórmula do sucesso no plástico forró se equiparou a cantar o que intitulo de “música pornô”, reveja: “Hoje eu durmo bem do lado, na casa dos macho, na casa dos macho. Um por cima e outro por baixo. Bebo de tudo faço um regasso, na casa dos macho, na casa dos macho”.

É que nem giló que sinto saudades de canções como Asa Branca, Assum Preto, Boiadeiro, o xote das meninas, noites brasileiras, a vida de viajante. Ao mesmo tempo dá-me acalento notar que muitos não se renderam a promiscuidade musical – Salve o velho Gonzagão! Jackson do Pandeiro, Flávio José, Alcimar Monteiro, Bibliu de Campina, Amazan, Pinto do Acordeon, Clã Brasil, António de Nóbrega, Dominguinhos… Salve o verdadeiro Forró! Salve o velho São João “das noites mais brasileiras, das fogueiras sob o luar do Sertão”!

Chico César, “forró de plástico” e a nova política cultural da Paraíba

XÔ CAITITUS DE PALCO!

JABÁ: Advinda das mais ilegítimas relações empresariais da música e dissiminada como autêntica, a praga também se prolifera pelos palcos. | Flautista de Hamelin: Pense Sobre

# Você chamaria um político de ditador cultural caso ele determinasse apoiar somente eventos juninos nos quais não houvesse bandas de ”forró estilizado”? Para quem não conhece esse tipo de forró leia texto de José Teles de 2008, Tem rapariga aí?!.

Para ajudar na resposta: imagine que vivemos numa ditadura sonora de fato, na qual leis são burladas em prol de esquemas que beneficiam poucos e exclui a maioria. Se alguém quiser tomar uma decisão em favor dos menos assistidos, uma forma de brecar o domínio do mais rico sobre o mais pobre parece ser negar o apoio público, destinado ao povo. O que é feito geralmente sem explicação pública.

Na opinião de quem faz arte, se envolve com a cultura de verdade e enxerga esses gordos esquemas, o político que interfere nesses tipos de negócios é louvado. Mas, para quem tem que se sustentar dessa estrutura corrompida e deturpada, esse político é um ditador dos mais ferrenhos. Tudo depende da varanda de onde se observa o fato.

O secretário de Cultura da Paraíba, Chico César, que parece saber muito bem o que faz, prefere aplicar o ”dinheiro público junino” em bandas de forrós menos industriais. Ele deve saber que o grande obstáculo enfrentado pelo artista independente, que não tem empresário nem gravadora, principalmente no Nordeste, é a falta de divulgação e de distribuição da sua arte em maior escala. Esse problema, nem as leis de incentivo à cultura aborda, que dirá a política, como descreve Estrela Leminsk e Téo Ruiz, no livro Contra-Indústria (2006).

É preciso analisar bem a raiz desse fato para não sermos superficiais ao criticarmos a resolução política sem entendimento de causa, puxando pra si ou para seu esquema as dores da discussão. O início dessas práticas ilegais se dá noutra esfera e não nos palcos juninos.

“A maioria dos meios de comunicação está atrelada a majors (grandes gravadoras como a EMI e Som Livre), restando um espaço desproporcional ou ínfimo para o que é produzido fora desta indústria. Este monopólio é garantido através da prática do jabá nas rádios e TVs principalmente. (…) Jabá é o investimento financeiro ilegal das gravadoras para comprar espaço nessas mídias, que são concessões públicas”, explica o Contra-Indústria.

Ou seja, é um esquema internacional viciado há muitos anos. A distribuição das grandes gravadoras depende dele para sobreviver, sobrando um pequeno espaço para grupos independentes nas estantes de poucas lojas no Brasil.

Segundo André Midani, um dos maiores produtores musicais que circula no país, o termo jabá foi configurado como tal no país de 1970 a 1972, quando as rádios passaram a ganhar muito com as majors. Daí para cá, uma música chega a custar de R$ 80 a R$ 100 mil para tocar na rádio brasileira e três vezes mais que isso nas rádios do EUA. Sabe como você fica “gostando” de uma música? O caititu (quem compra o jabá) paga para ela tocar mais de 20 vezes por dia num meio de comunicação. É dessa real e danosa ditadura midiática que surge o ”gosto” do povão em ouvi-la, através da indução.

MERCADOR: Mesmo com o cerco, alguns ratos gordos escapam. | Ratinho escroto: Toonpool
. 
Esse ”gosto do povo” é colocado como principal defesa dos que acreditam na ditadura cultural de Chico César. Partindo dos meios aos palcos, o ”gosto popular” se sobressai como discurso democrático, mas a negociação é a mesma que nas rádios: os maiores cachês para o caititu que investiu mais e que possui várias bandas parecidas.

Como o esquema é grande, envolve imponentes distribuidores de música e divulgações em larga escala, interessados em manter tudo assim, há essa atuação noutros campos ligados às gravadoras, como no palco. Intuitivamente, refletimos: se essa indução é para o consumo e formação de público de um tipo de “música espetáculo”, produzido por meios que são ilegais e desonestos, por que não criar um mecanismo que barre o jabá e os caititus de palco pagos com verba pública? Por que não? Por acaso é obrigado o governo participar caladinho desse sistema alienante e enriquecedor? Ou se impor com outro discurso é proibido?

De volta à reflexão política sugerida no início do texto, que atitude justa se poderia tomar com quem foi discriminado durante muitos anos pela indústria cultural de massas? Já houve total conivência sim no Estado da Paraíba. Alguns políticos da Cultura entraram e saíram e não opinaram sobre nada. O São João de Campina Grande de 2009 deveria ter entrado para o Guiness como local e evento de maior concentração do “forró estilizado”.

Os políticos menos “polêmicos’’ viram essas traças comendo as verbas públicas, fizeram vistas grossas à super valorização desse forró ou de qualquer música feita nesses moldes midiáticos, aceitaram caladinhos a exigência de pagar 50% dos cachês muito antes dos shows e concordaram com o silêncio em fazer do artista popular, muitas vezes paupérrimo, um bibelô ou um idiota que precisa tocar em palcos inferiores e receber seu mísero cachê com seis meses de atraso. Tudo em nome do turismo cultural, mas sem respeito algum pela lei e sem ética profissional nenhuma para criticar o Chico.

Cá pra nós, quem sabe de tudo isso, como jornalistas e produtores culturais mais informados, e viu essa atitude política de revide para a cultura como ditatorial, está do lado dos estilizados, esquematizados e forrozeiros cafussus, ganhando algum por trás dos bastidores ou defendendo seu cargo. Compreensível. Qualquer um age assim, ferrenhamente, quando a sobrevivência do status construído está em perigo.

Contudo, abrir um adendo sobre a cultura popular também é interessante, afinal é por ela que o Chico está lutando. O evento junino é folclórico, mas não é mais visto como um arraial na roça, com os matutos se cumprimentando “cuma vai, cumpade?!”. É um evento de negócios antes de qualquer coisa, pois está inserido no turismo de eventos, como indica o apoio do Ministério do Turismo. Mas a proposta precisa se repaginar urgente e em toda a Paraíba.

Nem o turista engole mais Zezé de Camargo e Aviões do Forró com 300 gostosas nuas no palco como atrativo “artístico” num evento. Muitos já saem do Sudeste e outras regiões saturados dessa ditadura massificante do oba-oba, esperançosos por verem um micro trio de forró pé-de-serra. Nessa perspectiva, se você fosse político, entendedor de tudo isso, tomara qual atitude?

É fácil criticar e até satisfatório ou destacável virtualmente ser opositor dessa “ditadura cultural”, mas, antes, seja um excluído por um mês… Sinta o que sente hoje os músicos Benedito do Rojão, Geraldo da Rabeca, o próprio João Gonçalves (um dos precursores do forró “duplo sentido”, outra vertente, mas muito escrachada atualmente), os emboladores, cantadores, violeiros, aboiadores e outros músicos naturais que personificam o universo do período junino no Nordeste. Eles vivem somente na natureza e na memória, nos seus anexos urbano-rurais, distantes mesmo do show business.

Do Blog De Acordo Com

‘Forró eletrônico é descartável’, diz Dominguinhos

por Brasil G1 |seg, 09/06/08

categoria Brasil, G1 no São João

Blog selo
dominguinhos1-305.JPGO sanfoneiro Dominguinhos se apresentou, à 0h desta segunda-feira (9), no palco central do Parque do Povo, em Campina Grande (PB), e mostrou o verdadeiro forró pé-de-serra para os mais de 60 mil espectadores. Nem mesmo a chuva que caiu sobre a cidade durante todo o domingo (8) atrapalhou a festa junina.

Essa foi a primeira apresentação de Dominguinhos depois de ser homenageado no Prêmio Tim de Música há menos de uma semana. Antes do show no São João de Campina Grande, o sanfoneiro disse que o “forró é igual ao rock porque não deixa ninguém parado”. Ele também recebeu o prêmio de melhor disco instrumental, que gravou junto com Yamandu Costa.

dominguinhos8-395.JPGDominguinhos disse que se apresentou em um fórum em que também foi homenageado, para cerca de 1,5 mil inscritos no evento, em Sergipe. “Aqui em Campina Grande será o meu primeiro show depois do prêmio. Essa terra é o berço do forró”, disse o músico.

Sobre a onda de forró eletrônico, Dominguinhos foi enfático ao fazer críticas ao novo estilo de música. “Não dá pra dizer que aquilo é forró. Eles deveriam tentar se entitular de outra forma, porque aquilo não tem nada de forró. Não tem identidade. É uma grande mentira”, disse o sanfoneiro.

Ele cita o exemplo das letras das músicas que estão se tornando o hit do São João pernambucano e paraibano, como ‘Chupa que é de uva’, do Aviões do Forró, e ‘Senta que é de menta’, do Cavaleiros do Forró. “É tudo muito apelativo e descartável. Eu critico a qualidade musical. As letras são péssimas e falam muita bobagem. É tudo anti-musical”, disse o músico.

Texto e fotos: Glauco Araújo, do G1, em Campina Grande (PB). O repórter está hospedado a convite da prefeitura.

Paraíba – o São João é o nosso amor! – Flávio José

Veja a entrevista – http://www.youtube.com/watch?v=QB4z3MODNyA

O artista Paraibano, Flávio José disse em entrevista exclusiva ao Portal Diário do Sertão que o melhor São João do mundo não está na Paraíba nem tão pouco no Pernambuco, segundo ele a maior praça de São João hoje está no estado da Bahia. “Na Bahia são 350 cidades que realizam o São João, enquanto aqui na Paraíba e no Pernambuco são só cinqüenta ao todo, claro que a Bahia não faz festa na intensidade de Campina Grande (30 dias), mas são 15 dias, 12 dias, e posso lhe afirmar que a maior praça de festa de São João fica na Bahia”. Disse o sanfoneiro.

Artista Paraibano diz que melhor São João do Mundo não está em Campina, mas na Bahia

Flávio José em entrevista ao DS

Flávio lamentou que tradição esteja se acabando, pois segundo ele estão colocando coisas que não tem nada haver com as festas do São João e com isto tem perdido o brilho dos eventos nestas cidades. “Estão misturando muito, colocando coisas que não tem nada a ver com a música do São João na festa.”

A reportagem do Diário do Sertão perguntou ao cantor paraibano o que ele achou das declarações do Secretário de Cultura, Chico Cesar que denominou as bandas de forró de ‘forró de plástico’ . Flávio disse que Secretário foi infeliz na colocação, porém acha que ele tem suas razões de ter dito tal frase. “Eu acho que ele foi infeliz somente nessa colocação de “forró de plástico”, porque eu acho que quando você não gosta de uma determinada pessoa não precisa você citar o nome. Então só foi isso, acho que ele tem as razões dele e o motivo de gastar o dinheiro da cultura realmente na cultura, naquilo que realmente faz parte da festa de São João, agora essa história de “forró de plástico é que não pegou bem.” Relatou.

FONTE: Artista Paraibano diz que melhor São João do Mundo não está em Campina, mas na Bahia – http://www.diariodosertao.com.br/artigo.php?id_artigo=20110731110507

Quem é Flávio José?
Aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fl%C3%A1vio_Jos%C3%A9

Bráulio Tavares concorda com Chico César sobre
restrições ao ′forró de plástico`

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
15/06/2011 | 10h28 | São João 

Ele nasceu em uma família cheia de jornalistas e poetas, em Campina Grande (PB), o ano era 1950. Estudou cinema em Minas Gerais, ciências sociais na Paraíba e hoje mora no Rio. Fez de tudo. Tocou em bandas de rock, traduziu obras de escritores famosos, foi roteirista dos Trapalhões, compôs músicas, organizou festivais de repentistas, escreveu peças de teatro e publicou mais de 10 livros. Bráulio Tavares é um defensor nato da cultura nordestina e, nesta quarta, está no Recife. A partir das 19h, ele participa do debate Forró: passado, presente e futuro, ao lado de Chico César, do secretário de cultura Fernando Duarte e do jornalista José Mário Austragésilo. O encontro é no Centro Cultural dos Correios (Bairro do Recife), com entrada franca. No sábado, participa do Circuito de Forró, repente e poesia, no Mercado da Madalena, a partir do meio-dia.

entrevista >> Bráulio Tavares

Chico César, secretário de Cultura da Paraíba, proibiu a liberação de dinheiro público para eventos destinados ao “forró de plástico”, o que você acha dessa polêmica? O forró tradicional está em extinção?
Existe na Paraíba uma lei estadual prevendo esse critério de apoio para as festas juninas. Chico César apenas tomou a iniciativa de pôr a lei em prática. Eu sou a favor, porque se trata de uma batalha desigual, de milhares de pequenos trios de forró pé-de-serra enfrentando essas bandas que cobram cachês de R$ 50 mil, R$ 100 mil ou mais, sugam todas as verbas dos eventos, e tocam uma música que não é forró, é uma mistura de lambada, carimbó, etc. Não defendo a extinção dessas bandas, mas acho que o poder público pode intervir e corrigir essas distorções. Todo governo age para regular um mercado que está em desequilíbrio devido a monopólios, trustes, etc. Pagamos aos governos para isto. O forró tradicional não está em extinção, está apenas colocado em segundo plano nas festas juninas, um dos poucos momentos em que esses músicos faturavam maior número de shows e melhores cachês.

O nordestino está perdendo sotaque, referências tradicionais… a identidade. É culpa de quem? Da tevê? Da globalização? Não parece a história dos índios e os espelhos dos brancos ?
Todo mundo muda de sotaque, de referências, o tempo todo. Nordestinos, cariocas, paulistas, norte-americanos… Não acho que caiba a palavra “culpa”. Nós desencadeamos fenômenos fortíssimos, como as telecomunicações (rádio, TV, internet) em cima de uma população muito comunicativa, sequiosa de informação. Claro que vai haver mudanças radicais e imprevisíveis. A questão dos espelhos e dos índios não se aplica a isso. Acho que se aplica a certas situações em que um nordestino se envergonha de ser nordestino (jeito de falar, hábitos, cultura, etc) e fica tentando imitar os hábitos de pessoas de outra origem.

Para você, o que há de negativo e de positivo na invasão da internet nos lares do Sertão?
Acho positivo que qualquer comunidade tenha mais acesso a informações variadas para escolher, entre elas, as que mais lhe interessam. O lado negativo é a manipulação das mentalidades para transformar a pessoa num robô consumista. Mas isso não afeta só o Sertão, afeta também Higienópolis (SP) e a Vieira Souto (RJ).

Você e Glauco Mattoso são os últimos remanescentes da Antologia pornográfica, livro lançado na década de 1980, nos últimos suspiros da ditadura. Fale um pouco do livro e também do Movimento de Arte Pornô… ele teria impacto hoje?
Eu e Glauco estamos vivos e atuantes, mas eu me afastei um pouco desse estilo de poesia. Não por ter algo contra, mas pelas circunstâncias, tenho escrito pouca poesia nos últimos anos. Outras pessoas continuam atuantes, como a Gang do Prazer (Cairo e Denise Trindade) que faz recitais aqui no Rio há muitos anos. O impacto hoje é menor porque o palavrão é liberado.

O que significa poesia marginal? Quando e como decidiu encarar a poesia como forma de expressão?
Poesia marginal foi um rótulo momentâneo. Cada um era marginalizado (não publicava nas grandes editoras) por diferentes motivos. Depois que vim morar no Rio descobri que essa palavra tem aqui uma carga negativa muito forte. Auto-intitular-se poeta marginal era como dizer: “Sou um poeta assassino, um poeta estuprador”. Pegava mal em muitos momentos. Eu sou de uma família de poetas pelo lado paterno, lá em casa era Castro Alves no café da manhã, Augusto dos Anjos no almoço e Cecília Meireles no jantar.

Você não acha que o cinema brasileiro está ficando hollywoodiano demais? Nunca mais surgirá algo como o Cinema Novo, com linguagem própria?
O cinema segue fórmulas para conquistar público, e nesse ponto está se tornando parecido com a televisão que, antes de criar um projeto, pesquisa o que pode dar mais certo. Tem um lado hollywoodiano na forma de narrar, porque nunca se publicaram tantos manuais de roteiro. Todo mundo escreve de acordo com o bê-a-bá da cartilha de Syd Field, de McKee, de fulano, de sicrano… Os filmes ficam todos parecidos uns com os outros e nenhum deles fica parecido com Chinatown. O próximo Cinema Novo surgirá na internet e será disseminado de forma viral em notebooks, palmtops, iPads, etc. Será um cinema em tempo real.

Você chegou a escrever textos para os Trapalhões na década de 1980, auge do grupo. Como foi essa experiência?
Muito boa, me permitiu entender melhor como a tevê funciona, como as coisas são feitas, como são preparadas. E as reuniões para discutir os esquetes eram muito divertidas, horas de risadas, que não acabavam nunca. Quinze humoristas em volta de uma mesa, a tarde inteira, o que sai ali não estava no gibi.

Dá para viver com o dinheiro que ganha de direito autoral?
Só de direito autoral, não dá para viver. Tenho mais de 20 livros publicados, e umas 60 músicas gravadas (num total de umas 100 gravações diferentes). Vivo de fazer palestras, escrever para jornais e revistas, traduzir livros, fazer roteiros para TV e cinema. 

Por José Carlos Vieira, co Correio Braziliense, com acréscimos do Diario de Pernambuco


Ariano Suassuna sobre polêmica do forró de plástico: ‘Quando fui secretário, fiz o mesmo

Quinta, 28 de Abril de 2011 – 12h14

Ariano Suassuna

O escritor paraibano Ariano Suassuna também entrou na polêmica do forró de plástico e defendeu o secretário de cultura da Paraíba, Chico César. “Sou totalmente a favor da decisão do Chico César em apoiar apenas prefeituras que contratem bandas de forró pé-de-serra e que falem sobre nossa cultura popular.” E complementou: “Inclusive, fiz o mesmo quando fui secretário de cultura de Pernambuco.”

E completou: “Hoje em dia, o papel do Estado equivale ao papel da Igreja, no sentido de criar condições para os verdadeiros artistas.”

Leia Mais: RC defende Chico César: ‘Querem crucificá-lo’; secretário reafirma parceria só com forró de raiz

Chico César esclarece apoio a eventos juninos

A declaração foi dada na manhã desta quinta-feira (28), em entrevista coletiva à imprensa, na sede da Associação dos Bancários da Paraíba.

Entenda o caso

O secretário de cultura da Paraíba, Chico César, emitiu nota na segunda-feira (18), esclarecendo que o objetivo do Governo não é proibir ou impedir que eventos sejam organizados com tendências musicais diversas, mas sim, direcionar os recursos públicos para incentivar o fortalecimento e o resgate da cultura paraibana e nordestina.

A decisão foi a mais comentada dos últimos dias. Via twitter, o assunto ganhou destaque nacional e muitas pessoas davam suas opiniões, contrárias ou a favor do secretário.

O governador do estado, Ricardo Coutinho, saiu em defesa de Chico César e declarou: “Estão querendo crucificá-lo”.

Para Coutinho, o secretário defende a democratização cultural. “O que se quer é que sejam ouvidas várias tendências musicais”, disse o governador, que acrescentou:

“O que Chico César propõe e o que o Estado vai fazer é ser democrático. É garantir que as pessoas escutem todas as tendências, independentemente do meu gosto, da minha presença. Ser democrático significa dá uma chance as pessoas de ouvirem alguma coisa mais do que aquilo que 95% das emissoras tocam. Esse é o papel do Estado, e não vetar ninguém, como não vetou”.

Alceu Valença contra o forró de plástico

Enviado por luisnassif, ter, 03/05/2011 – 19:00

Por wilson yoshio.blogspot

Do Movimento Cultura Brasil, via twitter

Alceu Valença defende Chico César contra “forró de plástico

Publicado: 3 de maio de 2011

O músico pernambucano Alceu Valença postou em seu site oficial um texto em defesa dapostura assumida pelo compositor e secretário estadual de cultura da Paraíba, Chicho César, de não apoiar oficialmente eventos que tenham como atrações bandas de “forró de plástico”.

Veja abaixo a íntegra dos argumentos de Alceu Valença:

O Forró Vivo!

Vejo com muito bons olhos – olhos atentos de quem há décadas observa os movimentos da cultura em nosso país – a iniciativa do Secretário de Cultura do Estado da Paraíba, Chico César, de “investir conceitualmente nos festejos juninos”, segundo comunicado oficial divulgado esta semana. Além de brilhante cantor e compositor, Chico tem se mostrado um grande amigo da arte também como um dos maiores gestores da cultura desse país.

A maneira mais fácil de dominar um povo – e a mais sórdida também – é despi-lo de sua cultura natural, daquilo que o identifica enquanto um grupamento social homogêneo, com linguagens e referências próprias. Festas como o São João e o carnaval, que no Brasil adquiriram status extraordinariamente significativo, tem sido vilipendiadas com a adesão de pretensos agentes culturais alienígenas mancomunados com políticas públicas mercantilistas sem o menor compromisso com a identidade de nosso povo, de nossas festas, e por que não, de nossas melhores tradições, no sentido mais progressista da palavra.

Sempre digo que precisamos valorizar os conceitos, para que a arte não se dilua em enganosas jogadas de marketing. No que se refere ao papel de uma secretaria ou qualquer órgão público, entendo que seu objetivo primordial seja o de fomentar, preservar e difundir a cultura de seu estado, muito mais do que simplesmente promover eventos de entretenimento fácil com recursos públicos. É preciso compreender esta diferença quando se fala de gestão de cultura em nosso país.

Defendo democraticamente qualquer manifestação artística, mas entendo que o calendário anual seja largo o suficiente para comportar shows de todos os estilos, nacionais ou internacionais. Por isso apóio a iniciativa de Chico em evitar que interesses mercadológicos enfiem pelo gargalo atrações que nada tem a ver com os elementos que fizeram
das festas juninas uma das celebrações brasileiras mais reconhecidas em todo o mundo.

Lembro-me que da última vez que encontrei o mestre Luiz Gonzaga, num leito de hospital, este me pedia aos prantos: “não deixe meu forrozinho morrer”. Graças a exemplos como o de Chico César, o velho Lua pode descansar mais tranquilo. O forró de sua linhagem há de permanecer vivo e fortalecido sempre que houver uma fogueira queimando em homenagem a São João.


O músico e também secretário de Cultura da Paraíba, Chico César, disse na semana passada que o governo estadual não contratará shows com “bandas de forró de plástico e grupos sertanejos” na Festa de São João paraibana. “O governo do Estado não pretende pagar duplas sertanejas, não pretende pagar forró de plástico”, disse em entrevista a uma rádio.

O assunto repercutiu hoje na Assembleia Legislativa: o deputado Raniery Paulino (PMDB) disse que o secretário foi infeliz e que desrespeitou os artistas. Para ele, o governo não pode determinar as bandas que o povo deve ou não ouvir. A polêmica saiu da AL, foi parar na imprensa, e, claro, no Twitter. Chico César está nos trending topics Brasil desta terça-feira (19).

Há, na declaração do secretário, dois temas a serem discutidos:
1. O que é banda de forró de plástico? Não se trata de uma classificação pejorativa?
e, 2. Pode o governo decidir o que a população vai assistir na festa, já que se trata de um investimento do Estado? E como fica o gosto popular?

O secretário de Estado da Cultura da Paraíba, Chico César, emitiu nota nesta segunda-feira (18), esclarecendo que o objetivo do Governo não é proibir ou impedir que eventos sejam organizados com tendências musicais diversas, mas sim, direcionar os recursos públicos para incentivar o fortalecimento e o resgate da cultura paraibana e nordestina.

Veja o programa Conexão Arapuã sobre esse assunto:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=YTZKNd_kUFE&list=PLE166E42D1A0FF372

Abaixo segue na íntegra a nota do secretário:

“Tem sido destorcida a minha declaração, como secretário de Cultura, de que o Estado não vai contratar nem pagar grupos musicais e artistas cujos estilos nada têm a ver com a herança da tradição musical nordestina, cujo ápice se dá no período junino. Não vai mesmo. Mas nunca nos passou pela cabeça proibir ou sugerir a proibição de quaisquer tendências. Quem quiser tê-los que os pague, apenas isso. O Estado encontra-se falto de recursos e já terá inegáveis dificuldades para pactuar inclusive com aqueles municípios que buscarem o resgate desta tradição.

São muitas as distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla sertaneja, gritava “Zezé cadê você? Eu vim aqui só pra te ver”.

Intolerância é excluir da programação do rádio paraibano (concessão pública) durante o ano inteiro, artistas como Parrá, Baixinho do Pandeiro, Cátia de França, Zabé da Loca, Escurinho, Beto Brito, Dejinha de Monteiro, Livardo Alves, Pinto do Acordeon, Mestre Fuba, Vital Farias, Biliu de Campina, Fuba de Taperoá, Sandra Belê e excluí-los de novo na hora em que se deve celebrar a música regional e a cultura popular”.

Secretário de Estado da Cultura – Chico César

Onde o Forró de Plástico não tem vez…Outro São João é possível.

Ainda não havia postado nadinha sobre minha passagem por Bananeiras, cidade do brejo paraibano, distante 130 km de João Pessoa, onde pude testemunhar que (parafraseando a célebre frase do Fórum Social Mundial) “Outro São João É Possível”…baixada a fumaça das fogueiras e desaparecidos os fogos nos céus, eis que que posso dizer que foi uma agradável surpresa ver uma cidade mobilizada em festejos juninos, cuja trilha sonora não é o chamado “forró de plástico” (ou “forró pela metade”, como denomina meu querido Djalma Mota, de Caicó)

É a materialização do conceito que Chico César (“Mama Áfricaaaa…a minha mããe é mãe solteiraaaa”), atual Secretário de Cultura da Paraíba tornou público antes das festividades e que causou furor em muita gente.

Chico afirmou que não liberaria dinheiro público àqueles municípios cuja programação das festividades juninas contivessem artistas que não fossem do chamado “forró de raiz” ou “forró pé de serra”. Por trás (ou pela frente, como queiram) da decisão, uma compreensão clara de que o Poder Público deve ter “critério” e “conceito” em suas decisões e que se isso vale em qualquer área das políticas públicas, deve valer, também, para os recursos que são despejados na seara cultural.

Muitos protestaram, mas os argumentos dele são consistentes. Ele deixou claro que o poder público não poderia entrar no chamado esquema do jabá, uma prática pela qual artistas e gravadoras poderosas compram (de maneira pouco transparente) espaço em rádios e TV (que são concessões públicas), monopolizando, assim, a grade de programação. Segundo ele, e é verdade, “a maioria dos meios de comunicação está atrelada a majors (grandes gravadoras como a EMI e Som Livre), restando um espaço desproporcional ou ínfimo para o que é produzido fora desta indústria. (Folha 13)

Além disso, ele aponta a dicotomia entre o mercado e a herança não-material, e que se deveria focar os recursos públicos na segunda durante o São João. “Os dois são legítimos, e eu faço parte do mercado, mas essas bandas não precisam de apoio do Estado para sobreviverem, como acontece com as bandas históricas de forró. Nosso trabalho é dar visibilidade a quem não tem mercado”.(Entrevista G1)

As distorções pela presença maciça desse modelo são claras e alimentam a marginalização de outras propostas estéticas pelo simples fato de não terem circulação. Sobre isso ele ilustra: “Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla sertaneja, gritava “Zezé cadê você? Eu vim aqui só pra te ver”.(Teia de notícias)

Essa ideia não é nova, nem ele é pioneiro. Ariano Suassuna, quando Secretário de Cultura de Pernambuco fez o mesmo e muitos reclamaram, inclusive artistas respeitáveis. Mas o fato é que num contexto em que se pensa que o que foi aceito pelo mercado o foi porque é bom ou que o Estado deve financiar um arbitrário e ambíguo “gosto médio”, para parecer democrático, o gestor público de cultura precisa, sim, discernir de maneira clara o papel do Estado no sentido da valorização da DIVERSIDADE CULTURAL e ser um mecanismo de afirmação disso.

Assim, me deliciei em ver as pessoas entoando deliciosamente as aventuras de Pedro Caroço de olho na Butique de Severina Xique-Xique, do mesmo jeito que presenciei (e me arrepiei) anos atrás 2.500 jovens (urbanos) recitando “Ai Se Sêsse”, do também paraibano Zé da Luz, acompanhando Lirinha do Cordel do Fogo Encantado…


E o que deveria acontecer com os eventos culturais pagos com dinheiro público na Paraíba?

O povo não tem escolha e o forró eletrônico (ou de plástico) faz parte de nossa cultura, mas não é expontâneo e elimina a música tradicional do nordeste por pressão dos empresários que administram o sistema.

A melhor comparação do Forró de plástico é que ele é igual a diabetes:
O diabético é um doente que ADORA açúcar, mas faz mal, entendeu?

O vendedor de açúcar (forró de plástico) seria o empresário que usa o jabá, aquele tipo de suborno oferecido às gravadoras para que só toquem esse tipo de música ruim. Como não existe mais outros estilos musicais nas emissoras, o povo não tem como comparar. Imagine 10 anos sem tocar Luiz Gonzaga (e vários artistas atuais) nas rádios, além de breves momentos no são João? O gosto popular no momento está distorcido e cabe aos poderes públicos terem uma comissão de cultura que pare de financiar os cachês elevados desse tipo de manifestação cultural de mal gosto, usando dinheiro público que poderia ser bem melhor utilizado.

É necessário uma comissão de cultura para avaliar as atrações do Maior São João do Mundo. Vejo que eles são escolhidas a critério das rádios locais, de empresários de bandas de forró e sob o interesse eleitoreiro, justamente por não haver nenhuma legislação que defina melhor o que é algo que representa nossas raízes culturais.

Sugestão:

Para uma comissão técnica séria na escolha das atrações, serão necessários:

1- Músicos (questão de qualidade musical) – Eruditos e populares
2- Antropólogos e historiadores (questão de avaliação da importância socio-cultural)
3- Direção de Arte (para avaliar em cenários, figurinos e impacto visual regionalista)
4- Turismólogos (para otimizar o fluxo turístico da festa)
5- Juri popular, convidando preferencialmente artistas, líderes comunitários e estudantes nas áreas acima citadas, para embasar as aprovações.

Isso sim é seriedade num processo de escolha e dificilmente acontece.

O povo nunca escolheu as atrações de NENHUM evento turístico paraibano. Por isso vota em políticos que supostamente deveriam ter uma comissão capaz de realizar essa tarefa, de forma ética e buscando preservar nossos valores culturais, que são únicos.


Saiba Mais:

Plágio Musicalhttp://cezine.com.br/n/1559
OrkutDiscussão na Comunidade Campina Grande
ForrobodóCanal do youtube com acervos de Forró tradicional
WikipédiaForró
DesciclopédiaO que é Forró?
Enciclopédia Google – Forró
A Estrutura do Forró de Plástico

  1. Forró de plástico
  2. Forró
  3. O Forró e o Plástico
  4. Um papo sobre forrós de plástico, cultura e pseudo-intelectuais
  5. Forró de Plástico. Lixo Made in Nordeste
  6. João Gonçalves
  7. Biliu de Campina
  8. Marinês
  9. The Beatles
  10. Luiz Gonzaga
  11. O Maior São João do Mundo
  12. Jabá
  13. 100 Maiores Músicas Brasileiras
  14. Direitos humanos
  15. Declaração Universal dos Direitos Humanos
  16. John Lennon
  17. Cultura de paz
  18. Aung San Suu Kyi
  19. Chico Xavier
  20. Harvey Milk
  21. Mahatma Gandhi
  22. Zilda Arns
  23. Madre Teresa de Calcutá
  24. Chico Mendes
  25. Nelson Mandela
  26. Margarida Maria Alves
  27. Dorothy Stang
  28. Dalai Lama
  29. The U.S. vs. John Lennon
  30. Paz
  31. Nobel da Paz
  32. A música dos valores perdidos – “TEM RAPARIGA AÍ?”
  33. Portal: Campina Grande
  34. Campina Grande
  35. O Maior São João do Mundo
  36. Carnaval
  37. 20° Encontro da Nova Consciência – PROGRAMAÇÃO COMPLETA 2011
  38. Saravá, Dom Pelé! – 19° Encontro da Nova Consciência
  39. Sala de imprensa – 20° Encontro da Nova Consciência (2011)
  40. Como Chegar ao Encontro da Nova Consciência – MAPA DA CIDADE
  41. Festival de Inverno de Campina Grande
  42. SESC Paraíba
  43. Encontro da Nova Consciência – Exemplo Maior de Amor, Tolerância, Fraternidade, Sabedoria e Democracia
  44. Museu de Luiz Gonzaga
  45. Teatro Municipal Severino Cabral
  46. A Nova Era e a Nova Ordem Mundial – no Fantástico!
  47. Encontro Para a Nova Consciência – Exemplo Maior de Amor, Tolerância, Fraternidade, Sabedoria e Democracia
  48. História de Campina Grande
  49. O Encontro da Consciência Cristã é mesmo exemplo de uma Consciência Cristã?
  50. Evangélicos em Crise: Escândalos na igreja institucional
  51. Estado laico – por Leonardo Boff
  52. Mentes Brilhantes em busca da Nova Consciência
  53. Qual é a idéia mais perigosa na religião?
  54. “Cuidado com os burros motivados” – Roberto Shinyashiki
  55. Pela Paz no Tibet
  56. O Evangelho Segundo São Dawkins
  57. PARE DE USAR SACOS PLÁSTICOS! Salve a Natureza!
  58. A Ciência e a Fé
  59. Cartografia da saudade
  60. Ciência, fé e credulidade excessiva
  61. Nehemias Marien – Carta de Eglé Marien (vídeo)
  62. O semeador de Idéias – Fritjof Capra
  63. CAMPINA GRANDE NÃO PODE SER UMA NOVA SALEM
  64. ESCOLHENDO O FUTURO (Edmundo Gaudêncio)
  65. Encontro para a Nova Consciência: A Grande Celebração Brasileira da Diversidade!
  66. A verdadeira jihad – E o XV Encontro da Nova Consciência
  67. O que é holístico?
  68. O Cristianismo e a Nova Consciência
  69. CONTATOS e COMO ACHAR O EVENTO
  70. PATROCINE o Encontro da Nova Consciência
  71. Canal de Vídeos – Encontro da Nova Consciência
  72. NOVA CONSCIÊNCIA – CURSOS, VIVÊNCIAS e OFICINAS (2011)
  73. O que é o Encontro da Nova Consciência?
  74. ABUSOS de alguns líderes EVANGÉLICOS – Revista Época
  75. A Lua, O Papa, O Diabo e uma Nova Consciência
  76. Ser Gay é UM DIREITO e não uma opção! – Seja a favor do PLC 122/2006
  77. Lavagem Cerebral – Saiba como funciona e mantenha-se à salvo
  78. Criacionismo X Charles Darwin (Evolução) – Crer é igual a ver?
  79. “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA” – Uma análise das representações sociais que os evangélicos fazem sobre os adeptos da Nova Era.
  80. Freedom From Religion Foundation – pela separação entre a Igreja e o Estado
  81. Anticalvinismo brasileiro: A expansão negativa da Teologia da Prosperidade
  82. O Conflito da Paz: A disputa de Saberes e Poderes no Encontro da Nova Consciencia
  83. DEMONIZAÇÃO E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
  84. Manifesto de uma nova consciência (Blog Consciência Eferverscente)
  85. Severn Suzuki – Eco 92. O discurso que calou o mundo (vídeo)
  86. Dois pensamentos que não creem na existência de Deus
  87. Processos de Reciclagem de plásticos – Reciclar é viver!
  88. John Lennon e a Cultura de Paz
  89. Quanto custa salvar a natureza ? (Revista Planeta)
  90. Fundamentalismo Cristão
  91. Breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e Dalai Lama
  92. O Cristianismo e a Nova Consciência – Marcelo Barros
  93. As Falácias da Reversão Sexual – HOMOFOBIA
  94. A Biblioteca de Alexandria – Carl Sagan
  95. A EDUCAÇÃO HOLÍSTICA PARA A PAZ – Pierre Weil
  96. Serenões: Consciências Superevoluídas
  97. Revista Almanaque Brasil valoriza o Encontro da Nova Consciência
  98. Homofobia – Não te deitarás com varão, como se fosse mulher; abominação é. (Levítico 18.22)
  99. Nova Iorque recordou John Lennon juntando centenas de pessoas no Central Park
  100. Polêmica – “Não acreditar em Deus é um atalho para a felicidade”
  101. A Terra em Miniatura (The Miniature Earth)
  102. Frei Beto: A Bíblia e os gays – Líder católico defende PLC 122
  103. Professora Amanda Gurgel silencia secretária da Educação e deputados
  104. Brasil sobe nove posições e ultrapassa EUA em ranking global da paz
  105. Pelo fim dos preconceitos no Brasil – Carlos Ayres Britto
  106. Mentes Brilhantes em busca da Nova Consciência
  107. A importância do Estado Laico na garantia dos direitos fundamentais de minorias
  108. Encontro para a Nova Consciência: A Grande Celebração Brasileira da Diversidade!
  109. Lista dos Ilustres Palestrantes da Paz – Nova Consciência
  110. A verdadeira jihad – E o XV Encontro da Nova Consciência
  111. Salve o bloco da nova conciência – Fogo Intolerante
  112. ENTREVISTA COM NEHEMIAS MARIEN: O PASTOR QUE ACEITA O ESPIRITISMO
  113. Encontro da Nova Consciência