Um papo sobre forrós de plástico, cultura e pseudo-intelectuais

por Fernanda Paiva

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FONTE: http://fernandapaiva.com/blog/2011/04/20/um-papo-sobre-forros-de-plastico-cultura-e-pseudo-intelectuais/

O que faz a paraíba ser Paraíba?

Rapadura? Caldo de cana? O ar que já tem cheiro de política? O calor do litoral e o frio da Borborema? O que faz a paraíba ser Paraíba? O típico forró pé-de-serra ou o rock dos meninos do Cabruera? As roupas artesanais ou o trabalho da renomada fashionista Lúcia Chianca? E em matéria de São João, o que caracteriza nossa gente?

Nessa semana, os meios de comunicação divulgaram a frase de Chico César, secretário de Cultura, que entrou para a história: “O governo do Estado não pretende pagar duplas sertanejas, não pretende pagar forró de plástico”. Pronto. A confusão estava armada. E por um motivo muito besta, que seria evitado com aquela velha história do “pense bem antes de falar”.

Hoje à tarde, troquei uns tweets com a Secretaria de Cultura da Paraíba, a fim de esclarecer mais isso. Eles tuitaram o seguinte: “A Secretaria respeita a produção cultural dessas atrações, mas a prioridade é a valorização de artistas menos conhecidos que prezam pelas tradições artísticas do estado, o forró pé-de-serra e que não contam com divulgação das mídias”. Discurso bem mais amigável.

Se o motivo de não contratar “Forró da Xeta”, “Forró dos Plays”, “Garota Safada” e outros forrós que me recuso a chamar de plástico for esse, eu super concordo. Estas bandas lotam SEMPRE qualquer casa de show, estão em alta no mercado e serão chamadas independentemente de o Governo gostar ou não. Nesse aspecto, a SECULT faz bem em priorizar os artistas que não têm tanto destaque na mídia.

Mas Houston… We have a problem.

A bronca todinha é quando alguém se acha NO DIREITO, principalmente enquanto SERVIDOR PÚBLICO, de dizer o tipo de música que presta ou não presta. O que é de plástico e o que é de diamante. Dizer que não vai bancar “forró de plástico” soou um tanto quanto grosseiro e preconceituoso.

O jeito como se fala as coisas é muito importante. Ou você se faz entendido e convence até os inimigos ou lasca tudo e fere o coração até de quem gosta de você. Existem mil formas de dizer a mesma coisa.

E as pessoas (principalmente as pseudo-intelectuais) adooooooram julgar forrozeiro de gente sem cultura. Ops! Abertas as exceções para o forró que tenha a formação mágica de uma sanfona, um triângulo e uma zabumba. Assim pode, né? Qualquer bateriazinha ou guitarrinha que entrar, pronto! Fim do mundo! Emplastificou o pobre do forró!

É bem verdade que certas bandas cantam músicas para matar o nosso Brasil de vergonha. Que ensinam que o bacana é trair, largar a esposa pra viver com uma rapariga, que denigrem a imagem da mulher e isso, e aquilo. Estas músicas eu desaprovo – não por causa do ritmo.

E como dizer que não faz parte da cultura de um povo um estilo de música que está presente em quase todas as programações do fim de semana no Estado? O Brasil tem a cultura rica demais para você limitá-la a Villa-Lobos, Vinicius de Moraes, Chico Buarque e Toquinho. Vamos deixar cada um ser feliz com o ritmo que faz seu corpo dançar! Igualmente detestáveis são os pagodeiros que recriminam os rockeiros, indies, etc.

Esse lance de cultura é muito complicado. Rende uma discussão profunda, e eu sequer me sinto a super indicada para falar sobre isso. O que sei é: cultura não tem nada a ver com o que seus ouvidos gostam, com o clássico ou algo do tipo. Cultura é tudo aquilo produzido e vivido pelo homem.

Não vou repetir minha posição política. A maioria sabe meu voto mais do que a própria urna eletrônica. Mas é necessário, enquanto cidadãos, que questionemos e façamos um debate salutar sobre esse e outros temas.

E é necessário também que a galera pare de se julgar superior porque gosta de bandas que ninguém nunca ouviu falar, enquanto o colega no trabalho ouve timidamente o forrozinho dele. Essa aversão ao forró ou pagode não tem nada de cool.

Gosto de rock clássico, jazz, pop, samba das antigas e música de velho. Mas nada me anima tanto em uma festa como os forrós (sejam eles de plástico ou diamante) e um axézão para tirar o pé do chão. E quanto aos super Cults, nem ousem arredar o pé da mesa – fiquem lá se empanturrando de salgadinhos que eu vou lá poluir meus ouvidos sacros e ser feliz, ok?

36 bilhões de comentários

  1. Renato Carvalho / April 20, 2011

    Excelente comentário! Um desabafo sincero e oportuno. É Tanto muído por nada e tanta coisa mais importante deixando de ser discutida.Isso tudo vai acabar em nada e as coisas ficarão como estão. Boas ou ruins, é uma questão de gosto e cada um tem o seu.

  2. Daniel / April 20, 2011

    Quando seu blog tiver camisetas, exijo uma de brinde… hahahaah.

    Olha, o forró é plástico sim, doa a quem doer.

    A combinação sanfona + triângulo + zabumba não são mágicas, mas conferem um ar diferente sim à música.

    Primeiro que tirar RITMO com um triângulo, uma zabumba e uma sanfona é deveras MAIS DIFÍCIL do que acionar a bateria pré-configurada do teclado, o famoso “TISS-DUM-DUM / TISS-DUM-DUM”.
    Portanto, se o trio se apresenta com triângulo, sanfona e zabumba já demonstra uma certa habilidade musical.

    Não que os músicos das bandas “plásticas” sejam ruins, afinal existem excelentes músicos lá já que, bem, é lá que CORRE O DINHEIRO… e é justamente contra isso que corre o posicionamento da secretaria de cultura.

    E esse discurso de “não se pode taxar uma cultura de boa ou ruim” é 100% válido, mas não se aplica ao caso.

    As bandas plásticas não são uma forma de cultura, ao contrário, são uma deturpação da cultura;

    O Forró é plástico por que ele não é criativo, ele baseia-se em um mesmo formato repetitivo, igual, sem nada de novo.

    As suas perguntas no início do post são prova cabal de que a situação é CRÍTICA… o povo Paraibano perde cada vez mais sua identidade, artistas como Elba/Zé Ramalho, Oliveira de Panelas, etc. são ícones cada vez mais apagados pelo “TISS-DUM-DUM” mais próximo da esquina.

    Mas o povo prefere o que é mais fácil de digerir… o que é plástico, pronto, que não carece de raciocínio…

    “Êêêêêêê
    Ôôôôôôô
    Vida de Gado…
    Povo marcado, ê!
    Povo feliz!”

    Os forros de plástico lotam casas de shows por que eles igualam todos, não que isso seja uma coisa boa… pois ele nivela por baixo, sob sua música todos são iguais, debaixo de uma mesma mediocridade.

    O pronunciamento de Chico não causou mal-estar por que as pessoas encaram isso como uma má aplicação das verbas públicas; por que consideram isso uma forma de discriminação cultural ou por que acham que ele usou mal as palavras.

    O pronunciamento de Chico causou mal-estar por que desnudou o vazio cultural dos plastificados, como eu vi alguém reclamar: “O que vão fazer com MEU São João?”

    O São João não é de um, de alguns ou dos plásticos… o São João é um traço cultural paraibano que há muito vem sendo extindo e substituído por sua cópia plástica, lisa, sem sal e que desce com qualquer whisky.

    Por isso concordo… o que existe hoje não é São João enquanto traço cultural, é uma festa sem qualquer raiz paraibana; se não for para resgatar o real São João, então melhor investir em outra coisa.

    • Sim, você merece a camiseta, JURO. E olha, prometo que amanhã respondo! :)

    • Jerimum, no dia que eu fizer as camisetas, uma será sua sim! Você coloca um post dentro do meu! hehehe :)

      Então, você e qualquer pessoa tem TODO O DIREITO de achar o forró plástico, metálico, de papel, whatever. Eu particularmente acho que certos tipos de Rock são somente zuada. Barulho. Mas quem sou eu para achar meu U2 e meu Cazuza mais digno que o Slipknot, SOAD e Kiss dos outros? No way.

      O que acho ridículo, e me perdoe se for o seu caso, é gente que se acha superior por que tem os ouvidos puros demais para aturar esse tipo de música. Gente que recrimina mesmo, sem ao menos bater 5 minutos de papo com um forrozeiro. Pré-conceito não é legal, ainda mais se tratando do Secretário da Cultura da Paraíba.

      Concordo contigo que o forró ao qual deram o nome de “plástico” é repetitivo e não tem o mínimo do poesia e lirismo… mas, WHO CARES ABOUT POESIA com um Whisky na mão, como você mesmo diz?

      Acho que música tem um lance muito parecido com filme. Sabe aquele filme que não tem um roteiro legal, o diretor caga tudo, o elenco não é o melhor do mundo e MESMO ASSIM, por algum motivo você gosta? Você tá lá no cinema e se diverte com o filme e a pipoca, mesmo sabendo que não está diante de um clássico do Tarantino.

      Mesma coisa pra música. Muita gente que se diverte ao som de certas músicas sabe que estão comprando entretenimento. Estão em uma festa, com QUALQUER OBJETIVO, menos o de ouvir música.

      E concordo contigo: o São João, como respondi a outro comentário, perdeu sim todo o sentido. Assim como todos os outros feriados. Para o brasileiro, são somente dias de não ir trabalhar e ir tomar cachaça.

      Acho perigoso, porém, você taxar toda uma multidão que se diverte ao som do Felipe Lemos de medíocre. É como eu falei, o lance do filme. Ninguém tá ali para ouvir maravilhosas músicas, arranjos fenomenais e letras de fazer chorar.

      Sobre a pessoa que ficou desesperada, tranquilize-a. Os forrós do momento estarão lá com o sem o apoio moral e financeiro do Mamma Africa.

      E valeu pelo comentário. Arrasou!

      • É, pois é, preconceito nunca é legal.Nem de cor, raça, estilo musical, grau de escolaridade… Um termo colocado errado pelo secretario (forró de plástico) sugeriu uma discussão inimaginável.

        Bem, assim como você, adoro dançar forró.. tem um papel importante de sociabilização, bem-estar social… mas, volto a insistir como em outros comentários, que o cerne da discussão do secretario foi o foco dos investimentos.

      • Cultura popular não é o que faz mais sucesso, já que o sucesso hoje em dia é algo planejado e fabricado. Só falta dizer que ver a lacraia dançando no “Domingo Legal” foi algo escolhido por você.

        No passado, artistas do forró levavam suas sanfonas para os shows de calouros nas rádios e davam o melhor de si, na esperança de receberem pelo menos uma chance de tocar em médio alcance. Se houvesse repercussão popular, os precussores das gravadoras investiam pesado nos artistas. Quando uma música ruim era gravada, o vinil era quebrado em rede nacional, ridicularizando o artista que ousasse tocar lixo.

        Investimento de dinheiro público não é uma mera questão de agradar a todos os gostos. E dizer que Kalypso é forró, é falta de conhecimento sobre as origens do povo nordestino.

        Quem vale mais: um artista que começa do nada com uma música de qualidade ou um grupo que nasce pronto e com CD gravado em menos de uma semana?

        A SomZom SAT agradece aos imbecis que defendem o forró de plástico. “Xupa que é de uva, Gonzagão”, eles diriam.

        O mundo está acabando: axé e Restart no Rock in Rio (caça níquel). Calypso e Aviões do Forró são os grandes representantes do forró atual. Quando esses urubus forem esquecidos, do que você vai lembrar: de asa branca ou da posição da rã?

        Freud explica.

  3. Concordo em 99,99% do que você falou. Esse foi um de seus melhores. Ta mandando muito bem!

  4. Pedro Daniel / April 20, 2011

    Eu queria uma explicação sobre o que são os “Pseudo-intelectuais”. Thanks!

    • Oi Pedro,

      tudo bem?

      Defendo a teoria de que, assim como uma pessoa rica não precisa ficar mostrando o quanto tem dinheiro, o conhecimento não precisa ficar sendo mostrado toda hora. E às vezes isso é feito de uma maneira tola, sem fundamento, só para fazer burburinho. Gente que força a barra para curtir o clássico, o diferente; que carrega no pendrive toda a discografia de Chico Buarque mas no fundo curte mesmo o Molejão. E negam isso até a morte. E mais: até são preconceituosas ao extremo com quem gosta. Enfim, essas e outras características podem identificar o pseudo-intelectual.

      Lógico, toda generalização é burra, e este não é meu objetivo.

      Tem até uma brincadeira no (quase) finado Orkut: havia uma comunidade “A farsa dos álbuns cult”. Sabe aquela turma que põe fotos de altos atores das antigas, bandas que ninguém nunca viu e cenas de filmes épicos no álbum? Hehehe, sem querer generalizar, grande parte deles não sabe do que tão falando e só querem ser cool.

      Há também a teoria de que 98% dos “fãs” de Clarice Lispector na Internet sequer folhearam um de seus livros. É a mulher mais tuitada ever! Tá entendendo? :)

      Tô à disposição para qualquer coisa, viu?
      E volte sempre!

      Abraço!

      • E ainda acrescento: pseudo-intelectuais são aqueles que retuítam trechos de obras de Caio F. Abreu sem nunca ter lido.

        Hahahaha só para pôr fogo na conversa…

    • Se o forró pé-de-serra precisa ser defendido por intelectuais? Não, o povo escolheu e aclamou essas músicas por mais de 40 anos no nordeste.

      Agora se a sua rádio favorita teima em dizer que a moda agora é forró universitário, não precisa ser intelectual para imaginar que eles são PAGOS para isso. Ofereça 100 mil reais por mês para a principal emissora de rádio da sua cidade e eles vão dizer até que forró se escrevia com h mudo no final e Ph (Phorróh), que zabumba é o ancestral da flauta doce, etc. É só pagar.

  5. Concordo quando você diz que há várias formas de se dizer algo. Principalmente quando lidamos com uma população acostumada a ler uma coisa e entender outra. E, além disso, quando temos aberrações na nossa imprensa que estão mais empenhados em fazer o caos e a discórdia do que o bem.

    Falo isso porque a discussão girou em torno do ‘Chico César proibiu o forró de plástico?’ quando, na verdade, apenas ele apenas direcionou os investimentos pertinentes à sua pasta ao que ela foi proposta: regaste das tradições culturais do nosso povo. Aliás, essa é a perspectiva de trabalho da gestão de R.C. em todas áreas.

    Mas o que é cultura? Ela pode ser entendida tanto como um conjunto de manifestações humanas de um povo (língua, regras, costumes, tradições, vestuário, religião, culinária) quanto ser sinônimo de manifestações artísticas. É preciso ser bem claro quanto a isso, porque podem representar coisas distintas.

    Ricardo falou por diversas em povo, em resgate do povo. Nada mais natural que a política cultural do governo dele atenda a essa perspectiva. E nada mais natural, para qualquer gestor, valorizar o que é nosso. E nunca valorizar o que é de fora em detrimento do local. Ou, no mínimo, uma equiparação.

    Ora, manifestações artísticas e também os esportes criam identidade, criam raízes, provocam a sensação de pertencimento. Ter orgulho de um artista local que faz sucesso nacionalmente, como Mayana Neiva recentemente. Ou orgulho quando um Kaio Márcio ganha medalha de ouro em um Mundial. Isso é bastante importante ao coletivo.

    Pensando desta forma, acho correta a colocação de Chico Cesar em não patrocinar as bandas de plástico, vulgares e de pleno apelo popular (a velha política do pão e circo). Acho que o governo deve incentivar um crescimento intelectual, humano da população, mesmo que à revelia do povo – facilmente inflamado por pseudos-líderes.

    Chico Cesar, contudo, não proibiu bandas de forró. Ele não tem esse poder, infelizmente. Existem as prefeituras, que tem recursos e que podem formalizar parcerias para a realização das festas independentemente do Estado.

    • Oi Horácio, que milagre você por aqui :D Não quer entrar pra tomar uma xícara de café?

      Então, acho que ninguém tá entendendo errado. O secretário da cultura foi claro em seu posicionamento: não vai bancar forró de plástico nem dupla sertaneja. Isso, nas entrelinhas, revela uma desvalorização desses artistas. E alguns deles são até paraibanos e coisa e tal. Assim como a gente, querem ganhar dinheiro. E aí?

      E o debate sobre o que é cultura é muito pertinente sim e é fundamental para esse bafafá ficar entendido. Dou o maior valor que Chico César exalte os artistas de nossa cultura que infelizmente não tem o destaque que merecem.

      Mas, fazendo isso como está sendo feito, tudo que ele consegue é arrancar algumas vaias e ser zoado pela turma do paredão. E não vai resolver nada. Como já respondi em um comentário anterior, isto é LINDO. Mas na prática, tem que rolar um ÁRDUO trabalho ao longo da gestão. E não assim: “Não vamos pagar duplas sertanejas e forrós de plástico”.

      Acho que por mais que ele ache que o forró é de papel, não há a necessidade de sair dizendo isso aos 4 ventos. Quando as pessoas tem uma vida pública, convenhamos que é preciso engolir algumas coisas só para si, por mais que suas ações estejam direcionadas para seus objetivos.

      Faltou coerência, respeito aos que gostam das benditas bandas e sabedoria ao tratar do assunto.
      Cada um goste do que quiser. Né não?

      Valeu pela participação :)
      Abraço!

      • Discordo, agora.

        Primeiro porque é o Estado quem deve ser o primeiro a valorizar as tradições culturais (aqui entendido como toda e qualquer manifestação de um povo).

        Segundo porque, insisto, o secretário foi bem claro ao dizer que redirecionou os recursos – e, nisso, não está nada implícito proibição. Até porque as prefeituras darão a contrapartida e elas escolherão as atrações que o dinheiro der ou farão as parcerias necessárias para tanto. É lógico isso e não é nenhuma novidade no mundo.

        Concordo no ponto em que, como secretario, ele poderia ter se referido melhor às bandas de forró.

      • E porque esses artistas precisam ser valorizados na Paraíba? Não é porque Luan Santana passa a cada 2 segundos na Globo que devemos supor que o povo adora ele. Significa que o empresário dele tem cacife (muuuuuuuuuuito dinheiro) para bancar horários nobres na emissora. E só.

        Agora supor que leis de incentivo a cultura são para valorizar TODOS os artistas é falta de respeito com quem está produzindo boa música. E o que é uma boa música ou um bom forró? De certo, quem deve saber isso são os compositores e músicos, o povo e as secretarias de cultura. Só que elas não decidem nada sobre isso, já que os empresários lidam diretamente com o poder (prefeitos, deputados e afins). Tenha certeza que o cachê de uma “super banda” de enorme sucesso nacional daria para patrocinar 10 ou 15 artistas locais que realmente representam nossa cultura, mas não tem como fazer investimentos financeiros para rádio-transmissão (suborno ou jabá) para massificarem suas músicas. E ainda por cima nunca são convidados para tocarem em lugar nenhum e acabam bancando precariamente os próprios shows ou desistindo da carreira.

        Leis de incentivo deveriam ser pautadas por uma comissão julgadora séria e com participação popular. Você já foi consultado alguma vez sobre Zezé de Camargo E Luciano no Parque do Povo? Pois é: da forma em que está, nunca será.

  6. Pollyane Dantas / April 20, 2011

    Concordo com você, Fernanda, no tocante a termos cautela com as palavras.
    Existem, sim, maneiras e maneiras de se abordar sobre a mesma coisa. Mas ouvimos sobre a plasticidade do forró o tempo todo e só porque saiu da boca de uma “autoridade” (essa palavra soa pesada pro contexto e não era bem a que eu queria, mas como não consegui me lembrar…) teve esse rebuliço todo? Eu sei que é ‘diferente’, mas acho desnecessária essa revolta do povo.
    Achei muito boa a colocação de Daniel, sem tirar nem pôr uma vírgula. As nossas raízes estão deturpadas, e quando Chico falou da plasticidade, acho que não se referia ao acréscimo de instrumentos, e sim ao “TISS-DUM-DUM mais próximo da esquina”, como Daniel falou. E, ainda, como ele ressaltou, o povo prefere o que é fácil de digerir e que desce com qualquer whisky, pois já não estão interessados em qualidade, raciocínio e sim, curtir um momento de bebedeira ao som de qualquer coisa que massageie suas ‘emoções’.
    Não sei se consegui ser clara, mas acho que é isso! =)
    Gosto do teu blog porque ele instiga umas discussões legais. =P

    • Eu que gosto quando você aparece por aqui, Polly :)

      Então, aí é que tá. Todo mundo fala em forró de plástico tirando onda, ou até sério. Mas quando quem fala é o secretário de cultura, representante de toda a expressão cultural do nosso Estado, usar essa expressão não foi a coisa mais conveniente do mundo. Não só pelo lado Ético, mas até pelo lado político mesmo, puxando pro outro lado. Soa mal, sabe? Foi preconceituoso, e isso não é legal.

      E concordo tanto com você como com Daniel sobre isso de essas músicas serem praticamente a mesma coisa. Tipo o Muse. Risos.

  7. Ferreira Jr / April 20, 2011

    Meus parabéns, você é linda até nos textos! Concordo plenamente e principalmente com o fator “saber falar”. Se não gosta ou se a preferência está para um lado, que fique pra sí enquanto ocupa seu cargo e fale em nome do estado apenas o que for conveniente.
    Desse modo só se consegue arranjar picuinhas. Já dizia a minha avó: cada um vive por onde sente prazer! E acrescento, ninguém tem que tentar convencer pessoas que não curtem Mama África que elas não tem cultura.
    Se paga o forro de diamante (adorei isso), pague também pelo de plástico que a população gosta. Se vai pagar pela MPB, pague também pelo sertanejo. O dinheiro que estão administrando é do povo! Dê o que o povo gosta.

    • Ferreira, que bom você aqui! E super obrigada! :)

      Também acredito que o gosto das pessoas tem que ser respeitado. Por mais que detestem essas músicas, por mais que se queira dar destaque aos outros artistas, não é de um modo autoritário que isso será feito.

      As bandas de plástico vão tocar com toda no São João. E vão atrair multidões.

      Bjs! :)

  8. Barbara R. / April 20, 2011

    Oi, Fernanda!

    Existem dois pontos decisivos para essa polêmica toda:

    * Chico Cesar não usou bem as palavras…
    * A oposição fez “uma tempestade num copo d’água”

    Pronto, receita perfeita para uma confusão.
    Toda pessoa com o mínimo de sensatez sabe que esse novo “forró” com teclado, guitarra, percussão, bateria não faz parte da cultura popular nordestina, mas acredito que o ponto principal não é os instrumentos e sim as letras pornograficas, insensiveis dessas bandas que servem apenas de mal exemplo para a juventude, incentivando o desrespeito com a mulher e a destruição de valores, inclusive familiares.
    Já vi “músicas” que dizem:

    “Quem é rapari$%# levante a mão”
    “Vou morar no cabaré”
    “É seu vizinho que quer comer meu coelhinho…”

    Entre muitas outras que não consigo lembrar.

    Sendo o São João uma festa para todos crianças, adolescente, adultos, velhos…. acredito eu que muitos idosos repudiam essas músicas, muitos pais não levam seus filhos algumas festas de São João para resguarda-los do mal exemplo.

    O governo de Ricardo quer REGASTAR a cultura popular nordestina.
    E o que tem no São João?
    – Quadrilha Junina
    – Fogueira
    – Comida de milho
    – Forró pé de serra

    Essas bandas como “forro da xeta” forro dos plays” estão toda semana tocando em algum buruco nesse Estado, quando não é a banda é aquele povo com o som nas alturas na mala dos carros.
    Vamos dar a vez ao VERDADEIRO FORRO, que não tem perdido o espaço e não é conhecido por muitos jovens nordestinos.

    Agora te pergunto, você prefere passar o São João dançando agarradinho e escutando:

    “Eu sou assim mesmo, sou assim mesmo
    Se a mulher começa a soltar o veneno
    Isso me irrita, isso me irrita
    Vazo pra gandaia e tô de novo na fita
    Hoje eu durmo lá pra cima
    Na casa das primas, na casa das primas
    Wisk do bom e mulher bonita
    Na casa das primas, na casa das primas
    Uma do lado e a outra pro riba
    Na casa das primas, na casa das primas
    Se casar não é minha sina
    Eu vou morar na casa das primas!”

    Ou

    “Menina
    Eu nunca tinha te olhado
    De tão perto
    Como ontem te olhei
    Encontrei o amor
    Que há tanto procurava
    E logo descobri
    Que por ti me apaixonei
    Os teus olhos
    Se perderam nos meu olhos
    Desde a hora
    Que se cruzaram com os meus
    Os olhos meus
    Nunca mais vão te esquecer
    Porque foram beber
    Na cacimba dos teus olhos”

    Hein?

    • Oi Barbara… Tudo bem?

      Então, claro que gosto mais da segunda música :) A minha preferência pessoal é pelo autêntico forró pé-de-serra… Flávio José, Santanna, Geraldo Azevedo. Não é proibido preferir determinados estilos. Como disse no texto, também abomino essas letras pornográficas das músicas.

      O que não deve ser feito é tentar empurrar o nosso gosto goela abaixo dos outros.Foi como li no Twitter: se fulano gosta de bosta, que goste de bosta. Isto de a música não importar quando se tem um whisky está tão enraizado na juventude que é bobagem achar que com uma frase de efeito isso será mudado.

      É bem verdade que o São João hoje se resume a 30 dias de festa, farra e forrós chamados de plástico. Ora, todas as nossas datas comemorativas estão com seu significado deturpado e banalizado. Ninguém lembra mais o que é Páscoa, Natal e nem São João, essa é a verdade.

      Admiro a iniciativa do Estado de resgatar esse significado, resgatar a cultura nordestina que às vezes passa despercebida pela mídia. Mas creio que isso deve ser um processo, um trabalho durante toda a gestão. E não de um dia para o outro.

      Um bom começo seria, por exemplo, priorizar nossos artistas nos festivais de música da cidade, em vez de convidas os já renomados Zeca Baleiro, Pitty, Manu Chao e Maria Bethania, que até blog milionário já tem.

      Bacana seu comentário, e vamos que vamos. Volte sempre :D

  9. will_jampa / April 20, 2011

    ótimo comentário… claro que se deve dar apoio aos artistas da terra, porém chamar os outros forrós de “plástico” pode ser considerado um preconceito ou até mesmo uma ofensa. Cada um tem o seu gosto, sua cultura. E engana-se quem considera cultura o que é antigo, pois tudo que é feito hoje em dia é cultural inclusive o forró estilizado. E não de “plástico”.

  10. Mimimi forró de plástico mimimi chico césar mimimi sou de João Pessoa e não piso no Parque do Povo mimimi kkkk :D

  11. o parque do povo e a dona encrenca que nos aguarde esse ano XD

  12. Pelo jeito você só não gosta do “forró de plástico” quando aquelas “excelentes” letras põem sua segurança como mulher em risco. Senão, vejamos: “É bem verdade que certas bandas cantam músicas para matar o nosso Brasil de vergonha. Que ensinam que o bacana é trair, largar a esposa pra viver com uma rapariga, que denigrem a imagem da mulher e isso, e aquilo. Estas músicas eu desaprovo – não por causa do ritmo.”
    Talvez se o Secretário de Cultura fosse o filho de Cássio Cunha Lima, você estivesse achando “um barato” essa decisão.(Que certamente ele não adotaria, pois, é o forró de plástico que garantia a grana para suas eleições). É… Pelo jeito a Paraíba está mudando mesmo, e para melhor.
    Rodolfo Vasconcellos – Recife-PE

    • Olá Rodolfo,

      tudo bem?

      Primeiramente, vi seu blog e achei muito legal. Sinta-se convidado a aparecer mais por aqui. :)

      Realmente há outras músicas que não foram citadas. Essa semana ouvi uma que dizia assim: “Tê de férias/Tranquei a faculdade/Vou fugir com a galera”. Um super ensinamento pra juventude, né? Talvez eu tenha ressaltado estas pelo fato de ser mulher mesmo… e também por que convenhamos: nós por vezes somos tratadas como meros “objetos sexuais” nas letras dessas músicas.

      E mesmo sendo filho de Cássio, ou qualquer outro, eu manteria minha opinião. Sou fã do Chico músico e do Chico secretário. Vibrei quando ele foi escolhido. Minha posição quanto a isso foi apenas contra o modo como ele se expressou e como quis colocar uma expressão da cultura acima da outra – concordo que cada um pode preferir o que quiser, mas soa diferente quando se é secretário. Sou a favor de resgatarmos o forró da terra, a cultura “de raiz”. Mas isso é um longo processo. Nada muda com uma frase polêmica, sabe?

      Também acredito que estamos mudando para melhor, e realmente aposto muito na nova gestão. Só investiria mais tempo em assessoria de comunicação. Tudo é o modo como se fala.

      • Oi, essa menina!
        Tens razão… Tudo é o modo como se fala. Creio que poderia ter pegado mais leve quando fiz o primeiro comentário. Na verdade sou paraibano, embora esteja afastado daí há muito, o que não desativou meus contatos nem minha torcida. Acho mesmo que era o único Estado que precisava dar uma guinada de 360 graus para que “tudo” fosse redirecionado. Aqui em Recife, infelizmente, temos um Prefeito caminhando pra trás nesse sentido, e já tivemos Ivete Sangalo e outras pérolas baianas no carnaval deste ano, a preços altíssimos, que vão possibilitar sobras pra campanha política.
        Você chegou a assistir “Retábulo” na Piollim?
        Rodolfo Vasconcellos – Recife-PE

  13. Alyson Viana / April 23, 2011

    O texto seria interessante se não tivesse um carater político no mesmo. Cheio de contradições absurdas e preconceito. Isso prova a falta de embasamento e falta de entendimento do que se foi passado pelo secretário. Não entender a postura do Sec. de Cultura do Estado é desconhecer o PLANO NACIONAL DE CULTURA. Dica pra “blogueira”: Leia o PLANO NACIONAL DE CULTURA, depois poste algo, digamos, mais sensato. Abraço.

    • Oi Alyson, beleza?

      Como não ter um caráter político se toda a discussão teve início com a declaração do Sec. de Cultura?

      Peço que você me mostre os trechos onde você viu preconceito nessas linhas. Se tem uma coisa contra a qual eu tenho preconceito é o TER PRECONCEITO.

      Em nenhum momento me mostrei contra a decisão de apoiar os músicos paraibanos que precisam do apoio. Basta você ler a explicação detalhada nas respostas aos comentários anteriores.

      Sobre sua dica, está anotada. Vou dar uma procurada ainda nesta semana.

      Abraço, volte sempre :)

  14. Rafael / April 23, 2011

    Eu acho completamente adequado o termo “forró de plástico”, afinal as bandas que carregam essa alcunha são mesmo como um objeto barato de plástico: estão ali para alguma serventia momentânea, porém sua vida útil não é longa e logo são descartadas para dar lugar à outra. Como mesmo foi colocado aqui que enquanto se está com uma garrafa de whisky na mão, pouco importa o que está tocando ali.

    Veja o exemplo do termo “brega”, foi criado à princípio para denominar aquelas músicas românticas, de forte apelo popular e de elaboração musical e poética, digamos, limitadas. Depois que o termo já estava enfincado, não tinha como voltar atrás e aqueles que faziam o brega simplesmente vestiram a camisa daquilo. Ou seja, o que parecia ser algo ofensivo deixou de ser e se transformou no nome que caracterizava o estilo musical.

    A polêmica por causa do uso do termo “forró de plástico” pelo secretário é bobagem, como também é boba boa parte dessa discussão. Até concordo que de modo geral Chico Cesar não soube expor da forma mais diplomática essa decisão da Secretaria de Cultura, mas isso se somou à deficiência de interpretação do povo, uma imprensa medíocre que defende sem pudor algum os interesses dos grupos que as controlam e a politicagem tão arraigada em nosso estado e simplesmente se amplificou.

    Pelo menos o lado positivo disso tudo é que a polêmica instigou uma discussão interessante sobre o assunto cultura, fazendo as ideias e argumentos dos que apoiam e dos que desaprovam a decisão serem colocadas na mesa e debatidas.

    • Oi Rafael, tudo bem?

      Então, você falou super certo. Faltou diplomacia e estratégia na hora de passar a mensagem. Isso para um Estado onde a eterna briga entre oposição e situação está impregnada no dia-a-dia, foi um prato cheio.

      Abraço!

  15. Alberto Mello Simões / April 24, 2011

    … Olha Fer não posso opinar com tanta referência sobre o que acontece ou não por aí na sua região, mas parece não ser diferente do que acontece em grande parte do nosso País; Um total descaso com a cultura regional … Contra isso só mesmo mantendo atitudes como a sua de “Votar Consciente”, cobrar “politicamente” os que devem ser cobrados e promover debates saudavéis sobre o tema difundindo essas informações …
    Já quando aos “Pseudo-Intelectuais” e “intolerantes”, bem aí nos resta apenas tentar fazê-los lembrar que o Mundo é movido e impulsionado por nossas diferenças e não pelas semelhanças … Adorei conhecer “parte” do seu trabalho … você é uma “menina” muito inteligente, simpática e extremamente comunicativa … Está na área certa com certeza !!! Te desejo todo o sucesso do mundo … o que já me parece inevitável … Keep Walking … rsrsrs … Bjs

  16. Falconeri / April 26, 2011

    Eita, fazia tempo que não vinha aqui, perdi essa, rsrs.

    Sabe o que eu acho engraçado disso tudo? A ilusão que as pessoas tem de que alguém pode direcionar a cultura para um lugar ou para outro.

    O que o Chico César pode fazer é incentivar (leia-se “liberar uma graninha”) para um projeto ou outro.

    Mas isso não dá garantia de nada. Pra que algo faça sucesso é preciso que haja aceitação do público. Você pode investir milhões num projeto e ainda assim amargar um fiasco – não vemos isso todo ano no cinema? – ou pode começar algo de forma absolutamente despretensiosa e – surpresa! – ser catapultado à fama da noite pro dia.

    Pra que se tenha algum tipo de controle sobre a cultura, é preciso controlar a mídia, direcionar o povo e reprimir os artistas. Ou seja, só numa ditadura mesmo. Aliás, nem assim, já que durante a nossa surgiram diversos artistas que a combatiam – ainda que veladamente, para escapar da censura – e foram sucesso de público.

    Acredito que a intenção do Chico seja só dar prioridade a bandas que resgatem a identidade cultural do estado, e não “combater” o tal forró de plástico. Mas, se ele quiser fazer mesmo isso, vai ver que sua espada é de papel.

  17. E pra não perder os questionamentos (acho que esse tópico só vai voltar a funcionar ano que vem, perto do São João):

    Se você fosse um turista de São Paulo que viesse conhecer a Paraíba, valeria mais a pena estar num local sem violência para assistir Biliu de Campina, Flávio José e Santana, ou você preferiria assistir Luan Santana, Calypso e Aviões do Forró?

    Eu não viajaria 1000 quilômetros para ver atrações que acabaram de tocar em minha própria terra (e ainda por cima são de péssimo gosto). Houve uma pesquisa estatística que provou que 90% do turismo no Parque do povo são de Campina e Região. Porque será que os turistas de fora do estado (com poder aquisitivo maior) não se interessam em vir para cá?

    Nem todo mundo quer Cabaré, cachaça e violência…
    Quem perde somos nós!

  1. Forró de plástico
  2. Forró
  3. O Forró e o Plástico
  4. Um papo sobre forrós de plástico, cultura e pseudo-intelectuais
  5. Forró de Plástico. Lixo Made in Nordeste
  6. João Gonçalves
  7. Biliu de Campina
  8. Marinês
  9. The Beatles
  10. Luiz Gonzaga
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  15. Declaração Universal dos Direitos Humanos
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  17. Cultura de paz
  18. Aung San Suu Kyi
  19. Chico Xavier
  20. Harvey Milk
  21. Mahatma Gandhi
  22. Zilda Arns
  23. Madre Teresa de Calcutá
  24. Chico Mendes
  25. Nelson Mandela
  26. Margarida Maria Alves
  27. Dorothy Stang
  28. Dalai Lama
  29. The U.S. vs. John Lennon
  30. Paz
  31. Nobel da Paz
  32. A música dos valores perdidos – “TEM RAPARIGA AÍ?”
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  34. Campina Grande
  35. O Maior São João do Mundo
  36. Carnaval
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  38. Saravá, Dom Pelé! – 19° Encontro da Nova Consciência
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  41. Festival de Inverno de Campina Grande
  42. SESC Paraíba
  43. Encontro da Nova Consciência – Exemplo Maior de Amor, Tolerância, Fraternidade, Sabedoria e Democracia
  44. Museu de Luiz Gonzaga
  45. Teatro Municipal Severino Cabral
  46. A Nova Era e a Nova Ordem Mundial – no Fantástico!
  47. Encontro Para a Nova Consciência – Exemplo Maior de Amor, Tolerância, Fraternidade, Sabedoria e Democracia
  48. História de Campina Grande
  49. O Encontro da Consciência Cristã é mesmo exemplo de uma Consciência Cristã?
  50. Evangélicos em Crise: Escândalos na igreja institucional
  51. Estado laico – por Leonardo Boff
  52. Mentes Brilhantes em busca da Nova Consciência
  53. Qual é a idéia mais perigosa na religião?
  54. “Cuidado com os burros motivados” – Roberto Shinyashiki
  55. Pela Paz no Tibet
  56. O Evangelho Segundo São Dawkins
  57. PARE DE USAR SACOS PLÁSTICOS! Salve a Natureza!
  58. A Ciência e a Fé
  59. Cartografia da saudade
  60. Ciência, fé e credulidade excessiva
  61. Nehemias Marien – Carta de Eglé Marien (vídeo)
  62. O semeador de Idéias – Fritjof Capra
  63. CAMPINA GRANDE NÃO PODE SER UMA NOVA SALEM
  64. ESCOLHENDO O FUTURO (Edmundo Gaudêncio)
  65. Encontro para a Nova Consciência: A Grande Celebração Brasileira da Diversidade!
  66. A verdadeira jihad – E o XV Encontro da Nova Consciência
  67. O que é holístico?
  68. O Cristianismo e a Nova Consciência
  69. CONTATOS e COMO ACHAR O EVENTO
  70. PATROCINE o Encontro da Nova Consciência
  71. Canal de Vídeos – Encontro da Nova Consciência
  72. NOVA CONSCIÊNCIA – CURSOS, VIVÊNCIAS e OFICINAS (2011)
  73. O que é o Encontro da Nova Consciência?
  74. ABUSOS de alguns líderes EVANGÉLICOS – Revista Época
  75. A Lua, O Papa, O Diabo e uma Nova Consciência
  76. Ser Gay é UM DIREITO e não uma opção! – Seja a favor do PLC 122/2006
  77. Lavagem Cerebral – Saiba como funciona e mantenha-se à salvo
  78. Criacionismo X Charles Darwin (Evolução) – Crer é igual a ver?
  79. “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA” – Uma análise das representações sociais que os evangélicos fazem sobre os adeptos da Nova Era.
  80. Freedom From Religion Foundation – pela separação entre a Igreja e o Estado
  81. Anticalvinismo brasileiro: A expansão negativa da Teologia da Prosperidade
  82. O Conflito da Paz: A disputa de Saberes e Poderes no Encontro da Nova Consciencia
  83. DEMONIZAÇÃO E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
  84. Manifesto de uma nova consciência (Blog Consciência Eferverscente)
  85. Severn Suzuki – Eco 92. O discurso que calou o mundo (vídeo)
  86. Dois pensamentos que não creem na existência de Deus
  87. Processos de Reciclagem de plásticos – Reciclar é viver!
  88. John Lennon e a Cultura de Paz
  89. Quanto custa salvar a natureza ? (Revista Planeta)
  90. Fundamentalismo Cristão
  91. Breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e Dalai Lama
  92. O Cristianismo e a Nova Consciência – Marcelo Barros
  93. As Falácias da Reversão Sexual – HOMOFOBIA
  94. A Biblioteca de Alexandria – Carl Sagan
  95. A EDUCAÇÃO HOLÍSTICA PARA A PAZ – Pierre Weil
  96. Serenões: Consciências Superevoluídas
  97. Revista Almanaque Brasil valoriza o Encontro da Nova Consciência
  98. Homofobia – Não te deitarás com varão, como se fosse mulher; abominação é. (Levítico 18.22)
  99. Nova Iorque recordou John Lennon juntando centenas de pessoas no Central Park
  100. Polêmica – “Não acreditar em Deus é um atalho para a felicidade”
  101. A Terra em Miniatura (The Miniature Earth)
  102. Frei Beto: A Bíblia e os gays – Líder católico defende PLC 122
  103. Professora Amanda Gurgel silencia secretária da Educação e deputados
  104. Brasil sobe nove posições e ultrapassa EUA em ranking global da paz
  105. Pelo fim dos preconceitos no Brasil – Carlos Ayres Britto
  106. Mentes Brilhantes em busca da Nova Consciência
  107. A importância do Estado Laico na garantia dos direitos fundamentais de minorias
  108. Encontro para a Nova Consciência: A Grande Celebração Brasileira da Diversidade!
  109. Lista dos Ilustres Palestrantes da Paz – Nova Consciência
  110. A verdadeira jihad – E o XV Encontro da Nova Consciência
  111. Salve o bloco da nova conciência – Fogo Intolerante
  112. ENTREVISTA COM NEHEMIAS MARIEN: O PASTOR QUE ACEITA O ESPIRITISMO
  113. Encontro da Nova Consciência